Casal responsável por bebê que deu entrada morto em UPA é preso em BH

O padrasto do bebê foi preso por homicídio qualificado; a mãe deve responder por maus-tratos com resultado morte

atualizado

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1 de 1 PCMG - Foto: Divulgação/PCMG

Belo Horizonte — O casal responsável por um bebê de 1 ano, que chegou sem vida a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região oeste da capital mineira, foi preso na noite de quarta-feira (8/4) após a Polícia Civil identificar indícios de maus-tratos.

O padrasto do bebê foi preso por homicídio qualificado, e a mãe, de 26 anos, deve responder por maus-tratos com resultado morte. Segundo a Polícia Civil, eles foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça.

O caso, registrado na noite de terça-feira (7/4), passou a ser tratado como morte suspeita depois que a equipe médica constatou sinais de violência no corpo da criança.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o padrasto levou o bebê desacordado até uma base da corporação no bairro Betânia, alegando que a criança havia se engasgado. Os militares iniciaram manobras de reanimação ainda no trajeto até a UPA, mas a morte foi confirmada logo após a chegada.

A médica que atendeu a ocorrência apontou que, pela temperatura corporal, o bebê já estava morto havia pelo menos uma hora. Ela também identificou diversos hematomas pelo corpo, inclusive próximos aos olhos, além de sangramento no nariz e na região das nádegas — indícios que levantaram a suspeita de agressões.

Inicialmente, o padrasto foi ouvido e liberado. Ele afirmou que havia saído de casa para visitar a companheira, que teria entrado em trabalho de parto, e deixado os enteados sob os cuidados de outro homem. Ao retornar, por volta das 22h, disse ter encontrado a criança passando mal.

Com o avanço das investigações e a análise preliminar dos indícios, a Polícia Civil decidiu prender o casal.

Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso e que aguarda a conclusão dos exames. A suspeita é de que a criança tenha sido vítima de maus-tratos antes de morrer.

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