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Eleições 2026Minas Gerais

Carta, desculpas e muitos votos: como Cleitinho dobrou Marcos Pereira

O deputado federal Euclydes Pettersen e lideranças regional do Republicanos insistiram muito com Marcos Pereira para rever a decisão

08/08/2026 09:30
Divulgação/Republicanos
Cleitinho Azevedo e Euclydes Pettersen

Belo Horizonte – Presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP) reconhece que, apesar de chateado com as indefinições e idas e vindas do senador Cleitinho Azevedo, foi convencido pela insistência do político, por dados sobre seu impacto eleitoral e seus pedidos de desculpas à direção da legenda.

A estimativa, segundo fontes internas, é de que com o senador na disputa pelo governo, a expectativa é que sejam eleitos de cinco a seis deputados federais do partido, contra dois ou três congressistas numa eleição sem Cleitinho.

Na última terça-feira (4/8), a convenção do Republicanos em Brasília ficou marcada por um momento de claro desconforto entre Marcos Pereira (SP) e o senador Cleitinho, que aproveitou o evento para tomar o microfone e pedir uma chance para concorrer. Menos de 24h antes, ele e Pereira haviam divulgado um vídeo informando que, devido a problemas pessoais, Cleitinho não iria disputar o Executivo. Na ocasião ele chorou, lembrou da morte do irmão caçula e disse que não estava bem para concorrer.

Após a fala do mineiro, o paulista afirmou que havia passado mais de cinco horas conversando com o senador e que sentiu como se tivesse desperdiçado seu tempo. O cenário parecia definido, mas, além da insistência do próprio senador, o presidente da legenda em Minas, Euclydes Pettersen, e o deputado estadual Carlos Henrique (Republicanos) passaram os três dias subsequentes tentando convencer o parlamentar paulista.

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“Aquela fala na convenção nacional não foi para afrontá-lo, não foi para desafiá-lo, não foi para insultá-lo, mas sim para falar que queria ser candidato”, relatou Pettersen, que, segundo o próprio senador em sua coletiva na noite dessa sexta-feira (7/8), fez com que ele seguisse insistindo.

Contrariado e muito chateado com a forma como a história se desenrolou até a reunião de sexta, Marcos Pereira afirmou que a insistência e uma carta em que Cleitinho pede desculpas e se dispõe a respeitar o processo partidários, além da possibilidade de aumentar a bancada da legenda em Minas, fizeram com que ele revisse a decisão.

“Tivemos uma conversa sobre a questão do PL, mas acabou entendendo que aquele momento de idas e vindas foi nada mais, nada menos que um momento de luto. Momento que a pessoa fica mesmo vulnerável, fica com esse sentimento de não querer enfrentar um grande desafio”, relatou Pettersen sobre uma das circunstâncias que fez com que o presidente reconsiderasse a situação.

Aliança com o PL

Euclydes Pettersen falou que, no momento, não vê um caminho em Minas junto ao Partido Liberal (PL), já que eles acabaram de lançar o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe ao cargo de governador.

Contudo, Pettersen afirmou que vai se reunir com Cleitinho, Marcos Pereira, Carlos Henrique e outros políticos para avaliar a situação e não descarta, caso seja de interesse do outro lado, voltarem a costurar uma aliança.

No anúncio do nome de Roscoe, o presidente do PL mineiro, o deputado federal Zé Vitor afirmou que o partido precisa de uma opção segura e que garantisse espaço para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).