Após polêmica com cocho, Poços de Caldas indeniza charreteiros. Vídeo

Prefeitura começa a compensar trabalhadores após mais de 40 anos de atividade turística; medida proíbe tração animal na cidade

atualizado

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Belo Horizonte – A Prefeitura de Poços de Caldas (MG) começou a pagar indenizações aos antigos charreteiros, uma das principais medidas de transição após o fim oficial do transporte turístico com tração animal na cidade.

O Decreto nº 14.970, assinado pelo prefeito Paulo Ney (PSD) no dia 12 de março, proíbe o trânsito de veículos de tração animal na área central (conforme o Plano Diretor), na Avenida João Pinheiro e na Avenida Mansur Frayha. A norma segue o Código de Trânsito Brasileiro .

Além da indenização (paga em parcelas), a Prefeitura oferece aos ex-charreteiros cursos profissionalizantes, linhas de crédito e apoio para mudança de atividade econômica. Um auxílio mensal para alimentação dos animais também foi previsto durante o período de transição.

No dia 13 de março, um ato simbólico na Praça do Relógio Floral marcou o encerramento da atividade. O prefeito Paulo Ney participou do evento ao lado de defensores da causa animal e classificou a decisão como “uma conquista histórica”.

“Muita gente achava que esse dia não ia chegar, mas enfim chegou. Encerramos o serviço de charrete na nossa cidade”, declarou.

Polêmica com a destruição do cocho

Durante o mesmo ato, o prefeito Paulo Ney usou uma marreta para quebrar parcialmente um antigo bebedouro de pedra (cocho) que servia  água para os cavalos das charretes, na Praça Getúlio Vargas. A ação, feita na presença de protetores dos animais, gerou forte repercussão.

O local foi posteriormente “ressignificado” com o plantio de flores e a estrutura reconstruída de forma simplificada. A Prefeitura afirma que o gesto foi simbólico, que não houve demolição completa e que o cocho não integra o patrimônio tombado.

No entanto, a atitude gerou protestos. A Câmara Municipal aprovou por unanimidade um requerimento do vereador Thiago Mafra (PT) cobrando explicações sobre a legalidade da intervenção. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico de Minas Gerais (Iepha-MG) anunciou que enviará uma equipe técnica para vistoriar o local, já que a praça está inserida em um complexo tombado pelo Estado desde 1989.

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico de Poços (Condephact) concluiu, em nota técnica, que o bebedouro não configura bem de interesse cultural e que sua remoção não representou perda patrimonial.

A polêmica divide opiniões: de um lado, defensores da causa animal celebram o fim das charretes; de outro, vereadores, historiadores e parte da população criticam o que consideram desrespeito à história da cidade.

Com o pagamento das indenizações agora em andamento, Poços de Caldas encerra um ciclo de mais de quatro décadas e inicia a fase de carruagens elétricas no turismo local.

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