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Eleições 2026Minas Gerais

Apenas 2 de 11 candidatos ao governo de MG têm propostas de proteção animal

Kalil e Patrus são os únicos que apresentaram medidas específicas de proteção e bem-estar animal nos planos de governo registrados no TSE

03/10/2026 02:05
Reprodução
Apenas 2 de 11 candidatos ao governo de MG têm propostas de proteção animal

Belo Horizonte — Dos 11 candidatos ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, apenas dois apresentaram propostas específicas de proteção e bem-estar animal nos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT).

O levantamento considera medidas diretamente relacionadas à proteção, defesa e bem-estar dos animais. Os planos foram consultados pela reportagem entre os documentos apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral.

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Alexandre Kalil (PDT)
Patrus Ananias (PT)
Apenas 2 de 11 candidatos ao governo de Minas Gerais registraram propostas de proteção animal no TSE
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Apenas 2 de 11 candidatos ao governo de Minas Gerais registraram propostas de proteção animal no TSE

Getty Images
Alexandre Kalil (PDT)
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Alexandre Kalil (PDT)

Divulgação
Patrus Ananias (PT)
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Patrus Ananias (PT)

Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

Kalil dedica uma seção do programa de governo ao “bem-estar e proteção animal”. O candidato cita abandono, reprodução descontrolada, maus-tratos e falta de estruturas adequadas como problemas que provocam sofrimento aos animais e também têm impacto na saúde pública.

A proposta é criar uma política de cooperação entre o governo estadual e as prefeituras. O plano prevê a possibilidade de consórcios públicos para oferecer soluções regionais, principalmente a municípios menores que não tenham recursos financeiros ou estrutura técnica para manter serviços próprios.

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Organizações da sociedade civil e protetores independentes também poderiam participar da formulação dessas políticas. Segundo o programa, a intenção é fazer com que a proteção animal deixe de depender de ações isoladas e passe a ser tratada como uma política organizada.

O plano de Kalil também aborda a proteção da fauna silvestre. Entre as medidas previstas estão intervenções de engenharia e sinalização em rodovias estaduais que atravessem áreas relevantes para a fauna, levando em consideração registros de atropelamentos de animais.

Patrus prevê política estadual e conselho

Já Patrus Ananias apresenta uma diversidade maior de medidas em uma seção intitulada “Direito dos Animais”. O plano propõe a criação de uma política estadual de proteção, defesa e direitos animais, com uma estrutura responsável por articular as ações do Estado com municípios, União e sociedade civil.

O petista também propõe criar e fortalecer um Conselho Estadual de Proteção e Direitos Animais e realizar campanhas de conscientização sobre abandono, crueldade e tráfico de animais, além da proteção da fauna silvestre e da convivência responsável entre humanos e animais.

Outra proposta é integrar saúde humana, animal e ambiental nas políticas estaduais. O programa prevê o fortalecimento da prevenção e da vigilância de zoonoses e apoio aos municípios nessas ações.

Para a fauna silvestre, Patrus propõe ampliar corredores ecológicos e passagens de fauna, além de intensificar o combate ao tráfico e à captura ilegal. O plano também prevê incluir a proteção dos animais nas políticas de prevenção e resposta a desastres, mudanças climáticas e emergências ambientais.

O que dizem os demais planos

Os planos de Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Mateus Simões (PSD), Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP), Professor Tulio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU) não apresentam propostas específicas de proteção animal.

Gabriel Azevedo (MDB) cita os animais em seu programa, mas sob a perspectiva da defesa sanitária ligada à produção agropecuária. O candidato propõe fortalecer o sistema estadual de defesa sanitária animal e vegetal, modernizar o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e ampliar a vigilância epidemiológica, fiscalização, capacidade laboratorial e sistemas digitais de rastreabilidade.

As medidas apresentadas por Gabriel têm como objetivos declarados proteger a produção, preservar o acesso aos mercados, garantir a segurança alimentar e manter a competitividade do agronegócio. Por isso, elas não foram consideradas no levantamento do Metrópoles como propostas específicas de proteção e bem-estar animal.