Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Minas Gerais

Ana Elisa e irmão de Cleitinho disputam versões sobre preço do combustível

Governos estaduais aprovaram de forma unânime o aumento do ICMS a partir de 1º de fevereiro de 2027

02/11/2026 13:58, atualizado 02/11/2026 14:03
Thiago Bonna/Metrópoles; Reprodução/Redes Sociais
Ana Elisa e Gleidson Azevedo

Belo Horizonte – Os deputados federais eleitos Ana Elisa (PT-MG) e Gleidson Azevedo (Republicanos-MG) estão publicando nas redes sociais vídeos para falar sobre o reajuste que terá no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a partir de fevereiro de 2027. A medida deve aumentar o preço da gasolina, diesel e gás de cozinha. Eles travam uma disputa de versões sobre o preço do combustível.

O reajuste foi aprovado pelos governos estaduais durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), na última terça-feira (27/10). Formado pelas secretarias de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal, o aumento foi aprovado de forma unânime.

A petista aponta que a decisão não é responsabilidade do governo federal e sim das gestões estaduais. “Muito provavelmente você vai ficar com raiva do governo Lula dia 1º de fevereiro porque você não sabe que o problema que foi causado essa semana não é de responsabilidade do governo federal”, falou Ana Elisa.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Azevedo reconhece que com a guerra entre os Estados Unidos e o Irã o preço do barril do petróleo quase dobrou e que, por isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou a decisão de zerar até 31 de dezembro de 2026 os tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e Cide) sobre os combustíveis, mas classificou a medida de eleitoreira e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já havia zerado os impostos sobre ICMS em 2022.

“Em 2022 o Bolsonaro zerou tudo, e quem voltou com esses impostos foi o governo Lula, em 2023, janeiro de 2023. Ele voltou. Eles são assim, eles cortam aquilo que eles mesmos criam, como a taxa da ‘brusinha’, e agora tem prazo de validade que vai acabar 31 de dezembro”, afirmou

Contudo, apesar da fala, o projeto de lei que Bolsonaro sancionou, em meados de março de 2022, também tinha como prazo 31 de dezembro daquele ano, acarretando em uma renúncia de cerca de R$ 18 bilhões.

Na gasolina, o aumento será o equivalente a 4,5%, levando o preço dos impostos de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro. No diesel, o aumento será percentualmente maior, cerca de 11,1%, indo de R$ 1,17 para R$ 1,30.

O impacto deve reverberar em outros itens, como alimentos, por exemplo, já que os custos destes produtos estão atrelados a variações na distribuição, transportes e margens comerciais.