Alice Ribeiro, da Band Minas, foi ativista pelos direitos dos autistas
“O Dia do Autismo é todo dia há 36 anos, desde quando não havia um diagnóstico para nos nortear”, dizia ela em suas redes sociais
atualizado
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Belo Horizonte – A jornalista da Band Minas Alice Ribeiro, morta em decorrência de ferimentos provocados por um grave acidente na BR-381, era uma ativista pela causa da inclusão e a visibilidade para pessoas no espectro autista.
Alice Ribeiro, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada na quinta-feira (16/4), mesmo dia em que Rodrigo Lapa, de 49 anos, foi sepultado em Belo Horizonte. Eles foram vítimas em um acidente na BR-381, em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Os jornalistas faziam uma reportagem justamente sobre os perigos dessa via, conhecida como Rodovia da Morte de Minas Gerais e que agora começa a ser duplicada.
Nas redes sociais, ela se identificava como a irmã do Bê, Ela administrava o perfil dele nas redes sociais: @espacoparaobe.
Em uma publicação em rede social ela fala: “Para minha família, o Dia do Autismo é todo dia há 36 anos, desde quando não havia um diagnóstico para nos nortear, ele estava ali presente, preenchendo diversas etapas de nossas vidas”, fala sobre o irmão.
Era uma apaixonada pela família, pela profissão e pelo irmão. O Bernardo, de 38 anos, que tem hiperfoco e é colecionador de antiguidades. Ele também aparece nas redes sociais costurando, outra paixão do irmão da Alice.
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Despedida de Alice
O velório de Alice Ribeiro será nesta sábado, a partir das 8h30, nos Memoriais 1 e 2 do Cemitério Parque da Colina, na capital mineira. O enterro está marcado para as 10h30.
As cerimônias serão restritas à família e amigos próximos, e não será permitida cobertura jornalística, a pedido da família.
