Conheça as metáforas poéticas nas músicas de Liniker

Em “Psiu” e “Baby95”, Liniker revela a arte como via de elaboração da dor, onde a metamorfose da identidade se torna um ato de emancipação

atualizado

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Larissa Kreili/@liniker/Instagram/Reprodução
Na imagem com cor, foto da Liniker em turnê CAJU - metrópoles
1 de 1 Na imagem com cor, foto da Liniker em turnê CAJU - metrópoles - Foto: Larissa Kreili/@liniker/Instagram/Reprodução

A arte de Liniker é profundamente conceitual, utilizando metáforas visuais e líricas para narrar a jornada da identidade queer e a busca por emancipação. O trabalho mais analítico, presente no álbum “Índigo Borboleta Anil” (vencedor do Grammy Latino 2022), é um convite a mergulhar no universo íntimo de cada um.

A canção “Psiu”, lançada como o primeiro single solo, usa a metáfora da água e do mar como fio condutor para a transformação. Os versos “Pra quem não sabia contar gotas / Cê aprendeu a nadar / O mar te cobriu sereno / Planeta Marte” representam a necessidade de se reinventar e resistir às opressões sociais.

O vocativo “Planeta Marte” é um apelo carinhoso a si mesma, assumindo a complexidade do existir queer visto como um corpo estranho ou “marciano”. Liniker se coloca como um “planeta inteiro”, onde a ambiguidade é a própria expressão da dialética e humanização.

Em “Psiu”, a artista se despe de papéis impostos, simbolizado pelos versos “Descascou o medo pra caber coragem”. O processo de emancipação é a negação dos papéis sociais cristalizados, transformando a dor em um “mergulho que me encheu de graças”.

Já o single “Baby95” é o balanço que suspende o amor queer. A canção, que narra uma história de amor transgressor, se transforma em uma festividade ao incorporar o ritmo de pagode na sonoridade.

O pagode é usado como um arranjo familiar brasileiro, celebrando a possibilidade de amar e ser amado em um ato íntimo de resistência.

Ambas as músicas revelam o mesmo gesto: transformar dor em linguagem e linguagem em possibilidade. A totalidade da música-arte de Liniker – que inclui a letra, a melodia, a apresentação e a imagem – funciona como uma síntese de histórias de vidas, comprovando que a identidade é movimento e metamorfose.

O ciclo dessa poética encontra o auge no palco, e o público brasiliense poderá vivê-lo no dia 14 de dezembro, no encerramento do Festival Estilo Brasil.

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O Festival Estilo Brasil é apresentado pelo Banco do Brasil Estilo, com patrocínio do governo federal e dos cartões BB Visa, e realização do Metrópoles, com produção da Oh! Artes.

Programação

Caetano Veloso
11 de dezembro

Liniker
14 de dezembro

Festival Estilo Brasil

Local: Ulysses Centro de Convenções
Ingressos: Bilheteria Digital

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