Barone do Paralamas do Sucesso traz reflexões sobre longevidade e rock

O baterista d’Os Paralamas do Sucesso comenta sobre desafio de compor músicas novas e persistência do rock em meio aos fenômenos comerciais

atualizado

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Mauricio Santana/Getty Images
Fotografia colorida mostrando baterista em show-Metrópoles
1 de 1 Fotografia colorida mostrando baterista em show-Metrópoles - Foto: Mauricio Santana/Getty Images

Atração do Festival Estilo Brasil, Os Paralamas do Sucesso são descritos pelos próprios integrantes como uma “banda de estrada”, cuja carreira é resultado do conjunto da obra e do material pregresso. Para a banda, continuar a compor músicas novas é um desafio que serve para mostrar que está viva, mas sem a ambição de superar os índices de sucesso de hits passados, como “Óculos” ou “Alagados”.

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Após um hiato de oito anos entre discos de inéditas, a banda afirma que o processo criativo para o álbum “Sinais do Sim” (2017) ocorreu sem prazo, apenas aguardando até que houvesse material suficiente para a gravação.

Em relação ao cenário do rock atual, o baterista João Barone não compartilha de uma “visão apocalíptica de que o rock está morrendo”.

Ele reconhece que os fenômenos musicais comerciais atuais são irrefreáveis e refletem o gosto das massas, mas ressalta que há muita coisa boa sendo feita no nicho do rock.

Barone sugere que, hoje, é preciso “ir atrás, garimpar”, pois o rock não é mais entregue “na porta da sua casa”.

Quando questionado sobre a abordagem social e política das novas composições, Barone mencionou que o single “Sinais do Sim” (2017) se tornou uma tentativa de contraponto ao clima negativo vivido no país e no mundo, uma opção por acreditar que a sociedade pode sair melhor das agruras.

Ele destacou que tentar produzir outro “Selvagem” ou “O Calibre” seria se repetir.

Barone, que também é um entusiasta de História, expressou preocupação com o atual momento de polarização política e social. Ele acredita que vivemos um retrocesso global, devido, na maioria, à falta de investimento na educação, o que leva à repetição dos erros do passado.

Apesar do tempo espaçado entre álbuns, a banda demonstra que está “aí” — um sentimento expresso na música “Olha a gente aí”, que pode ser entendida como um “vocês vão ter que nos aturar”.

O trio, que estará no Festival Estilo Brasil no dia 21 de novembro em Brasília, continua a desfrutar do processo de gravação, que considera uma “delícia”.

O Festival Estilo Brasil tem o oferecimento do Banco do Brasil Estilo, patrocínio dos cartões BB Visa, Banco do Brasil e Governo Federal. A realização é do Metrópoles, com produção da Oh! Artes.

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Programação:

Paralamas do Sucesso & Dado Villa Lobos
Turnê: Celebrando 40 anos de Clássicos
21 de novembro

Caetano Veloso
11 de dezembro

Festival Estilo Brasil

Local: Ulysses Centro de Convenções
Ingressos: Bilheteria Digital

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