








O país volta às urnas em 2022 para eleger o presidente da República que irá liderar o país pelos próximos quatro anos. Inúmeros são os desafios que o esperam; porém, muitas são as oportunidades para acabar com problemas que comprometem a qualidade de vida da população. Para tentar desatar alguns nós que travam a área da saúde, pré-candidatos, representantes de partidos e o atual ministro da saúde apresentam propostas para acabar com os diferentes gargalos enfrentados pelo Brasil.
O Metrópoles convidou os 5 primeiros colocados da pesquisa Datafolha (maio/2022) para responder a 8 questionamentos que foram elaborados com a ajuda de especialistas. O atual ministro da saúde de Jair Bolsonaro (PL), Marcelo Queiroga, falou sobre os problemas mapeados no setor para os próximos anos. O pré-candidato Lula (PT) foi representado pelo ex-ministro da pasta Alexandre Padilha (2011 e 2014). Já o deputado federal André Janones (Avante) não quis participar, então o convite foi estendido para a próxima colocada, Vera Lúcia (PSTU).
Cada participante teve até dois minutos para responder as perguntas.
As falas não passaram por
edições.
Em dois anos, a doença pandêmica matou 665 mil brasileiros e infectou 30,6 milhões de pessoas no país. À medida que a campanha de vacinação da população avançou, os protocolos de proteção sanitária, como o distanciamento social e o uso de máscaras, foram flexibilizados.
Segundo o DataSUS, a cobertura vacinal, principalmente a infantil, vem despencando nos últimos 10 anos, o que deixa a população vulnerável a doenças que já haviam sido erradicadas, como o sarampo e a poliomielite.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o Brasil registra 625 mil novos casos da doença a cada ano. Para 63% dos brasileiros, essa enfermidade deve ser prioridade para o governo.
Estima-se que há mais de 13 milhões de brasileiros com doenças raras. Para chegar ao diagnóstico, um paciente tende a consultar até 10 médicos diferentes.
Discussões envolvendo a incorporação de novos tratamentos e tecnologias ao SUS acabam concentrando, em sua maioria, determinadas secretarias do Ministério da Saúde, a Anvisa e o Conselho Nacional da Saúde.
Mesmo após uma nova tecnologia ser aprovada pela Anvisa e analisada pela Conitec, os prazos para a chegada de tratamentos e medicamentos no SUS são incertos, o que deixa pacientes sem acesso às informações e aos procedimentos mais recentes.
Em 2022, o orçamento da Saúde foi reduzido em 20%. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os gastos per capita relacionados a esse segmento no Brasil estão entre os mais baixos dos 44 países desenvolvidos e emergentes.
Para ajudar a identificar os entraves na área, especialistas dos setores público e privado, sociedades médicas e ONGs diagnosticaram, durante conversa promovida pelo Metrópoles, os principais nós a serem desatados pelo próximo presidente. A discussão serviu de base para a formulação dos questionamentos feitos aos candidatos neste projeto. Assista:


Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica

Ex-Secretário Nacional de Vigilância do Ministério da Saúde

Presidente da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras

Diretor de acesso à saúde da Pfizer Brasil