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Artur Rodrigues, Fabio Serapião, Luiz Vassallo

20/09/2025 02:00

Alvo de operações policiais contra um megaesquema de lavagem de dinheiro que envolve até o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de disputas judiciais milionárias, fundos de investimentos da Faria Lima, principal centro financeiro do país, estão sendo utilizados como uma caixa-preta para esconder fortunas de organizações criminosas, políticos e empresários, e para blindar o patrimônio de grandes devedores.

Uma apuração do Metrópoles rastreou ao menos 177 fundos de investimentos que não estão listados na Bolsa de Valores, operam sem auditoria ou são considerados inauditáveis por falta de documentos. Juntos, eles acumulam R$ 55 bilhões em patrimônio líquido.

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal suspeitam de que esse tipo de fundo seja usado em esquemas de lavagem de dinheiro. E três operações recentes de combate ao crime organizado – Quasar, Tank e Carbono Oculto – comprovaram o uso dos fundos caixa-preta para reintegrar recursos obtidos em atividades criminosas à economia. No Judiciário, por sua vez, a mesma engenharia é apontada como artifício para fraudes em disputas financeiras.

Em uma série de reportagens, o Metrópoles desvenda como fundos econômicos que operam à margem da fiscalização estão servindo ao crime organizado e/ou a golpes financeiros.

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