Seis coisas que descobri nas minhas “férias de filhos”

Você passa tanto do seu tempo livre fazendo coisas para outras pessoas que até esquece seus próprios hábitos e gostos

atualizado 08/02/2019 15:52

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Elena Ferrante, autora da famosa Tetralogia Napolitana, tem um livro pequenino que fala sobre as agruras da maternidade. Não que o assunto não apareça em outras obras da escritora, pelo contrário, mas, em A Filha Perdida, ela expõe várias das contradições sentimentais que nós, mulheres, vivemos depois de ter filhos.

Lembrei do livro recentemente, quando meu marido me presenteou com uma semana longe das crianças: eles viajando e eu curtindo a vida ordinária de uma mãe “sem família”. Se senti saudade? Sim, mas não muito.

Não me entendam mal, eu amo os meus filhos profundamente. Acontece que, muitas vezes, a rotina materna faz com que a gente se sinta… presa. Você passa tanto do seu tempo livre fazendo coisas para outras pessoas – alimentar, dar banho, limpar, trocar, pedir para guardar os brinquedos, berrar para que o façam – que até esquece seus próprios hábitos e gostos. Aqui vai uma lista das coisas (re)vividas durante a minha “folga”:

1. Casa limpa e em ordem
Não tem jeito, por mais que você se esforce, quando há crianças em casa, a limpeza e a organização nunca permanecem mais do que dois minutos. Como foi bom ir para a cama sem ter de colocar as cadeiras no lugar ou recolher restos de comida e carrinhos de cima do sofá.

2. Comida quente
Para não ser injusta, eu quase não posso reclamar disso, uma vez que não almoço em casa na maioria dos dias. Mas, no café da manhã, basta eu me servir para os pedidos começarem: “Mãe, eu quero uma banana”, “Mãe, eu quero água” ou “Mãe, pode comer sobremesa?”.

3. Almoço a qualquer hora
Como é bom não ter de comer na “hora certa”! Quando a gente tem família, precisa pensar e produzir as três refeições, todos os dias, tomando o cuidado de não atrasar muito. Criança com fome fica chata e ninguém quer isso. Sem filhos, comemos no nosso ritmo – e ainda podemos colocar aqueles temperos/ingredientes mais ousados.

4. Mudança de planos
Essa foi uma das coisas que mais senti depois de ter sido mãe: a perda da possibilidade de mudar de planos ao longo do dia. Ou, pelo menos, uma dificuldade maior para que isso aconteça. Sozinha, eu pude sair de casa cedinho e só voltar muito tarde, depois de emendar uma ida ao shopping na companhia de uma amiga.

5. Dormir até tarde
Coisa boa é a gente acordar e ouvir os passarinhos, virar para o lado e dormir mais umas três horas. Porque, amigos, com as crianças, as aves começam a cantar e eu já conto os minutos para o primeiro sair andando pelo corredor e reivindicar: “Levanta, mãe!”.

6. Aproveitar uma night
Um fim de semana inteiro só pra mim e propostas de rolês promissores me aguardavam. Mas aí eu inventei de sair para comprar roupa de cama (adeus, juventude) e, no dia seguinte, uma chuvarada me deixou de vez dentro de casa. Pelo menos, atualizei a única série que já fui capaz de assistir na vida.

Então, se você chegou até aqui, lembre da sua mãe/mulher/irmã/amiga/namorada mãe. Que tal dar uns dias de férias para ela?

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