Representante da Sputnik V, ex-governador Rosso é convocado pela CPI

Requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) foi aprovado nesta quarta-feira, mas ainda não há data prevista para oitiva

atualizado 30/06/2021 12:17

Diretor de Negócios Internacionais da União Química, Rogério Rosso Hugo Barreto/Metrópoles

O ex-governador do Distrito Federal Rogério Rosso foi convocado, nesta quarta-feira (30/6), para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. O ex-titular do Palácio do Buriti será ouvido na condição de testemunha, por ser um dos intermediadores da negociação entre o governo brasileiro e o Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF, sigla em inglês) para a compra da Sputnik V.

Rosso, atualmente, ocupa o cargo de diretor de negócios internacionais da União Química, farmacêutica responsável pela fabricação do imunizante no Brasil.

“É necessária a oitiva do sr. Rogério Rosso para que esclareça os exatos termos em que tem se dado sua atuação perante o Poder Público para aprovação da vacina Sputnik”, argumentou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), autor do requerimento.

Por diversos momentos, senadores da CPI indicavam a Sputnik V e a indiana Covaxin como uma das únicas vacinas as quais teriam nomeado intermediadores no Brasil.

Em maio deste ano, o Ministério da Saúde assinou intenção de compra de 10 milhões de doses. Depois de rejeitar um pedido de autorização para uso emergencial, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou excepcionalmente a nova solicitação, mas de forma bastante criteriosa e apenas para alguns estados.

Exigências

Apesar da autorização, as áreas técnicas da Anvisa identificaram uma série de incertezas nos critérios de segurança, qualidade e eficácia exigidos pela agência. Portanto, para que a aplicação das vacinas ocorra, será necessário seguir uma lista de recomendações.

Os processos de importação da Sputnik V analisados nesta sexta foram pedidos pelos seguintes estados: Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Piauí. Já o pedido da Covaxin veio do Ministério da Saúde.

As unidades da Federação, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a Anvisa deverão assinar um termo de compromisso atestando que as recomendações da agência serão seguidas.

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