Estudante Francisco Borsoi inspira gerações com seu amor pelas artes
Antes de ingressar na faculdade de arte em Nova York, brasiliense millennial abre seu quarto estrelado para o Metrópoles
atualizado
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Fashionista e amante de arquitetura, arte contemporânea e design, Francisco Borsoi Leal Carreira, 21 anos, possui veia artística. Ao lado dos pais, o escritor Luiz Carreira e a designer Renata Leal, o estudante vive no Lago Sul, em uma casa com concepção original do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé (conhecido, entre outros, pelos projetos da Rede Sarah de Hospitais), e decoração da avó, a premiada arquiteta Angela Borsoi.

“Cresci em um ambiente onde a arte está no design mobiliário e na arquitetura. A maioria das peças são do meu pai. Mantenho minhas obras favoritas no meu quarto. Este pôster The Nativity, de Alexander Girard, é o que mais gosto”, afirma Francisco.
A obra foi arrematada em sua visita ao Vitra Design Museum, na cidade de Weil am Rhein, Alemanha. “Não adquiri por investimento, foi por paixão mesmo. Sou fã desse artista e sempre quis emoldurar um dos seus pôsteres”, conta.

Além do artista americano, Borsoi admira as criações da designer Hella Jongerius e da arquiteta India Mahdavi. No cenário nacional, aposta nos escritores João Emanuel Carneiro, Walcyr Carrasco e Manuela Dias. Como objeto de desejo, anseia por um retrato feito pela colombiana Adriana Duque.


O lifestyle de Borsoi é compartilhado nas redes sociais. De personalidade extrovertida, com humor inteligente, o jetsetter conquistou seguidores em busca de dicas de roteiros, músicas, cinema e, claro, arte. Tudo por meio de fotos coloridas e bem-humoradas.

O jovem é fã de moda e, apesar de saber sobre as tendências, opta por seguir seu estilo pessoal, o qual identifica como atemporal. “A forma de se vestir é a primeira impressão que passamos. Admiro e me identifico com marcas desde Zara, para composições mais básicas, à Dolce & Gabbana e Comme Des Garçons”, conta.


Além de moda, o brasiliense gosta de frequentar restaurantes ao lado dos amigos, criar contos e novelas com personagens fictícios, e colecionar objetos decorativos arrematados em conjunto com a sua mãe.


Nunca consegui conservar grandes coleções porque acabo enjoando. Uma vez, tentei juntar broches que encontrava em feirinhas de Nova York ou perdidos por aí, mas não fui muito longe. Mantenho pequenos acervos de bonecos, mas os objetos de design e as esculturas são os meus prediletos

O integrante da geração millennial brasiliense prepara-se para cursar faculdade fora do Brasil. Aguarda a resposta de oito universidades, mas a vaga no curso de propaganda na School of Visual Arts (SVA), em Nova York, está garantida – foi a primeira a responder à candidatura. Em 2005, na cidade da sua possível nova residência, dedicou-se a uma temporada na New York Film Academy, estudando filmmaking.

