Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Gastronomia

Jovem chef brasiliense desponta na gastronomia carioca

Depois de exercer diferentes funções em casas da capital, André Rochadel ocupa posto de braço direito de Luciano Boseggia, no Alloro, enquanto planeja o futuro

29/12/2015 05:30, atualizado 29/12/2015 08:58
Jovem chef brasiliense desponta na gastronomia carioca
Jovem chef brasiliense desponta na gastronomia carioca

Gosto por cozinhar André Duboc Rochadel sempre teve. Mas no princípio, mesmo que fosse frequente preparar almoços e jantares para amigos, não imaginava que aquilo pudesse se tornar profissão. Chegou até a se diplomar em engenharia elétrica na Universidade de Brasília (UnB) e passar em um concurso do Metrô-DF para o cargo de engenheiro eletricista. A atração pela culinária, porém, falou mais alto.

“Não via muito a cozinha como forma de vida, era um hobby. Mas quando você começa a se envolver, vê que não tem jeito”, diz André. Diante do inevitável, ele partiu para uma segunda faculdade, o curso de gastronomia do Iesb, e correu atrás de experiência em várias cozinhas de Brasília.

Aos 30 anos, o brasiliense hoje ocupa o posto de segundo chef do Alloro, restaurante do Windsor Atlântica Hotel, localizado na orla do Leme, no Rio de Janeiro. Atua como braço direito do prestigiado chef italiano Luciano Boseggia. É um passo mais largo no currículo do jovem que, entre 2011 e 2014, trabalhou como auxiliar no Gero, depois passou por Casa Doce e La Boulangerie.

Currículo na mão
André ocupava o posto de chef do Bottarga quando resolveu, há um ano e três meses, ir embora para o Rio de Janeiro, “na coragem, com o currículo na mão”. Sentia que, por aqui, os caminhos a seguir eram restritos. “Em Brasília, as pessoas que estão se destacando na gastronomia são as mesmas de há 10 anos. Não tem renovação”, avalia.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Também pesou a favor da mudança de cidade sua visão do público da capital, um público fixo, de gosto homogêneo, que, a seu ver, acaba limitando o trabalho do chef. “No Rio, o perfil do consumidor é bem mais dinâmico, tem muito turista e mesmo os moradores têm preferências diversificadas. Você conhece mais gente, mais gostos”. 

Precisava disso para se tornar um profissional “mais completo”, acredita. E foi essa motivação que o fez bater de porta em porta na capital fluminense, até chegar ao Alloro e ser aceito por Boseggia — uma oportunidade e tanto para quem tem especial interesse justamente pela culinária italiana.

No entanto, o Rio de Janeiro não é o limite. Os planos de André Rochadel incluem uma temporada no exterior para se aperfeiçoar ainda mais naquilo que gosta de fazer. Depois, espera poder voltar a Brasília e ter um negócio próprio, um restaurante pequeno. Aí, a suposta previsibilidade do público brasiliense se torna algo favorável. “É um perfil mais fácil de traçar. E Brasília é um mercado que tem muito a abraçar”, conclui.