Do céu ao inferno com o VAR

Na 3ª rodada do Brasileirão, teve árbitro rezando para a tecnologia, mas, infelizmente, o sistema não faz milagres

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Felipe Oliveira/Bahia
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1 de 1 167 - Foto: Felipe Oliveira/Bahia

O VAR é o assunto do momento. E parece que essa resenha não vai acabar tão cedo. Os árbitros que se benzam. E não é que teve árbitro benzendo o VAR, literalmente? No jogo entre São Paulo x Flamengo, Ricardo Marques fez uma reza em frente ao monitor, localizado à beira do campo, antes de o jogo começar. Estava ele pedindo luz para suas decisões? Ou para o equipamento ficar vivo e ser o seu salvador em caso de emergência? Isso não podemos saber, mas que foi inusitado e chamativo, isso foi.

Alguns árbitros foram abençoados pelo VAR e mudaram suas decisões corretamente. Como no caso do empate entre Vasco x Corinthians por 1 x 1. O árbitro só deu a penalidade a favor do Vasco, em cima do Rossi, depois de ser acionado pela cabine. Santa cabine. O VAR também chamou o juiz para cancelar o pênalti inexistente a favor do Bahia, em cima de Nino Paraíba, no jogo contra o Avaí.

Mas, infelizmente o VAR não faz milagres. A vitória do Botafogo contra o Fortaleza resultou em muitas reclamações com a arbitragem. Isso porque o árbitro FIFA Wagner Reway não marcou a penalidade sofrida pela equipe cearense. Gilson, do Botafogo, empurrou Wellington Paulista em uma disputa fora de bola. Pênalti claro! O VAR sugeriu a revisão à beira de campo. O árbitro foi ver o lance, mas não ouviu a voz da cabine e manteve a decisão errada. Vacilou bonito!

Já no empate entre São Paulo e Flamengo, o cartão amarelo saiu barato para Thuler após entrada duríssima na nuca de Alexandre Pato, que foi parar no hospital. Era lance para vermelho. O árbitro e o VAR ainda tiveram tempo para pensar, pois o amarelo só foi aplicado após a vantagem. Benzer o monitor não ajudou muito nesse caso.

Mas vamos falar de coisa boa. O jogo a ser batido no campeonato. Grêmio e Fluminense fizeram algo muito difícil: um jogo de torneio por pontos corridos ser emocionante. Particularmente, não gosto de pontos corridos. É justo? É! Mas a justiça divina não se compara à emoção proporcionada pelo mata-mata. Mas os elementos dessa partida o tornaram um espetáculo. Nove gols! Depois de o Grêmio marcar 3 x 0, praticante tirando qualquer chance de triunfo carioca, o Fluminense conseguiu a inacreditável virada e venceu por 5 x 4 com gol aos 48 do segundo tempo.

Eu não vi o jogo na transmissão ao vivo. Moro no Rio de Janeiro e foi por meio dos berros dos torcedores do Fluminense que senti a adrenalina da partida. Quando os deuses do futebol resolvem aparecer e jogar de verdade, facilita o trabalho da arbitragem! Os treinadores até elogiaram o árbitro FIFA Raphael Claus, que comandou a partida.

Mais uma notícia boa para encerrar: o futebol de Brasília começou com o pé direito na série D. O Brasiliense venceu o Serra, do Espírito Santo, por 1 x 0. Na segunda (13/05/2019), encara o URT em Pato de Minas. Boa sorte ao Jacaré na competição!

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