Treinador de Guto Miguel detalha pressão e evolução do campeão juvenil
Em coletiva no Iate Clube de Brasília, Santos Dumont fala sobre adaptação, pressão e bastidores da formação de Guto Miguel
atualizado
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Depois da conquista histórica no juvenil de Roland Garros, o treinador de Guto Miguel, Santos Dumont, detalhou os bastidores da evolução do atleta. Em coletiva nesta terça-feira (9/6), em Brasília, ele destacou o trabalho físico e técnico, mas principalmente o ajuste mental como fator decisivo no processo.
“A gente trabalhou bastante cuidando da parte física, da parte técnica e da parte didática. Apesar dele ser um aluno que lê muito bem o jogo, essa parte foi mais fácil. Acho que a parte mais complicada pra ele foi a concentração, o foco dentro do jogo“, disse.
O treinador explicou que o salto de rendimento passou por uma mudança de mentalidade dentro de quadra. Segundo ele, o desafio não era apenas jogar bem, mas sustentar o nível nos momentos decisivos. A ideia central era transformar consistência em identidade competitiva.
“Eu falei pra ele: você jogou os pontos importantes bem, o que eu quero é que você jogue como campeão. Pra jogar como campeão precisa mais do que isso”, contou.
Santos Dumont também reforçou que o trabalho não passa por comparações com outros atletas, mas por um processo individual de construção. A comissão técnica evita atalhos e prefere consolidar etapas, respeitando o tempo de amadurecimento do jogador.
Para ele, o crescimento de Guto também envolve adaptação a condições adversas e à pressão crescente do circuito. Vento, clima e viagens fazem parte, mas o principal desafio segue sendo manter estabilidade emocional em alto nível.
“O Guto é o Guto. A gente não gosta de ter comparação. Ele está no processo dele e agora vamos trabalhar passo a passo, pensando nas metas que queremos atingir”, afirmou.
O treinador lembrou ainda que o ambiente de pressão já começou cedo na carreira do atleta, o que exige acompanhamento constante. A equipe entende que cada etapa superada aumenta a exigência, mas também fortalece a base competitiva construída até aqui.
“Essas adaptações são complicadas, mas a gente vai fazendo e ninguém entende o que está acontecendo. A gente vai ficando mais forte junto com ele e administrando uma pressão muito maior do que antes”, concluiu.











