Katie Ledecky

Ledecky fica fora do pódio nos 200m livre, mas leva ouro no 1.500m em Tóquio

A prata foi para a compatriota Erica Sullivan, com 15min41s41, e o bronze para a alemã Sarah Kohler, com 15min42s91

atualizado 28/07/2021 1:09

Katie LedeckyClive Rose/Getty Images

Principal nome da natação dos Estados Unidos, Katie Ledecky teve um dia de altos e baixos nas finais disputadas na noite desta terça-feira (27/7), pelo horário de Brasília. A atleta de 24 anos decepcionou nos 200 metros livre, mas fez história ao faturar a primeira medalha de ouro olímpica dos 1.500m, prova que fez sua estreia no programa olímpico nos Jogos de Tóquio.

Como costuma fazer nesta distância, a mais longa nas provas disputadas em piscina, Ledecky liderou do começo ao fim e venceu com ampla vantagem. Ela terminou a prova com o tempo de 15min37s34. O recorde mundial, que é seu, é de 15min20s48. A prata foi para a compatriota Erica Sullivan, com 15min41s41, e o bronze para a alemã Sarah Kohler, com 15min42s91.

Acostumada a dominar a provas de fundo e meio-fundo, Ledecky tem hegemonia nos 1.500m. Ela detém nada menos que os 12 melhores tempos da história na distância. Mas, se brilha com folga na longa distância, a americana vem perdendo o domínio nas provas intermediárias, de média distância.

Foi o que também aconteceu nesta terça, manhã de quarta no Japão Algo raríssimo em sua trajetória, Ledecky ficou de fora do pódio nos 200 metros livre. Foi apenas a quinta colocada, com 1min55s21. Quase dois segundos atrás da australiana Ariarne Titmus, com 1min53s50, novo recorde olímpico. Haughey Siobhan Bernadette, de Hong Kong, foi prata, com 1min53s92, e a canadense Penny Oleksiak faturou o bronze, com 1min54s70.

Ledecky era a campeã olímpica da prova, com o ouro no Rio-2016, e era a dona da melhor marca do ano até então, com 1min54s40, quase um segundo abaixo do que ela registrou nesta terça. Para se ter uma noção de como surpreendeu o resultado em Tóquio, foi a primeira vez em 36 finais, contando grandes competições, como Olimpíadas, Mundiais e Pan-Pacífico, que Ledecky ficou fora do pódio.

Foi a segunda vez que a americana foi surpreendida nesta Olimpíada. No Centro Aquático de Tóquio, na segunda-feira, ela precisou se contentar com a prata, ao ser batida também por Titmus, nos 400 metros livre. Ledecky chegou ao Japão com seis medalhas olímpicas, sendo cinco de ouro. Ela nunca havia perdido o ouro numa disputa individual em Olimpíadas até então, em sua terceira participação nos Jogos.

As finais desta terça também foram de decepção para a húngara Katinka Hosszu. A “Dama de Ferro” ficou sem medalha e longe do pódio nos 200 metros medley. Acostumada a dominar as piscinas entre 2012 e 2016, a nadadora de 32 anos foi apenas a sétima colocada, com 2min12s8, distante do recorde mundial, de 2min06s12, que é dela própria – também detém o recorde olímpico.

A medalha de ouro foi para a japonesa Yui Ohashi, com 2min08s52. As americanas Alex Walsh e Kate Douglass, com 2min08s65 e 2min09s04, respectivamente. Foi o segundo título olímpico de Ohashi, que vem se destacando na natação em Tóquio ao lado da australiana Ariarne Titmus, també, dona de dois ouros.

No masculino, o americano Caeleb Dressel confirmou com tranquilidade a sua vaga nas finais dos 100 metros livre. Mas a estrela dos Estados Unidos não foi o mais rápido das semifinais. Anotou 47s23, acima dos 47s11 do Kliment Kolesnikov, do Comitê Olímpico Russo. O Brasil não contou com representantes na disputa. Gabriel Santos e Pedro Spajari foram eliminados ainda na fase classificatória.

A final da prova mais tradicional da natação está marcada para a noite desta quarta-feira (28/7), pelo horário de Brasília.

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