É histórico! Rebeca Andrade fica com a prata na ginástica olímpica

Após grandes notas, a brasileira foi superada pela americana Sunisa Lee na competição da manhã desta quinta-feira (29/7)

atualizado 29/07/2021 11:06

Jamie Squire/Getty Images

É histórico, é pódio para o Brasil! Após brilhante apresentação, Rebeca Andrade se torna a primeira ginasta brasileira a conquistar medalha em Olimpíadas. Em segundo lugar, ela finalizou a competição das ginastas mais completas com a prata.

Com “baile de favela”, Rebeca Andrade ficou atrás apenas da americana Sunisa Leese e se tornou a primeira medalhista olímpica brasileira na ginástica. Antes dela, muitas tentaram, mas bateram na trave.

Nem tudo, porém, foi sucesso na vida da jovem de 22 anos. Rebeca passou por muitas dificuldades, deixou de treinar por causa de uma complicada situação financeira e dependeu de caronas para os treinos.

Quando ainda tinha quatro anos, começou a treinar em um projeto social de iniciação ao esporte em São Paulo, no Ginásio Bonifácio Cardoso. Na ocasião, foi a tia que a levou para fazer um teste. Mônica Barroso dos Anjos, técnica e árbitra internacional, logo viu que a pequena tinha talento. E foi nesse dia que Rebeca ganhou o apelido de “Daianinha de Guarulhos”.

De família humilde, precisou parar de treinar devido a problemas financeiros. Sua mãe, Rosa Rodrigues, trabalhava como empregada doméstica e, em certa ocasião, quando as contas apertaram, Rebeca deixou de frequentar o ginásio.

Comum em muitos atletas de alto nível, a ginasta não escapou de lesões. Em 2015, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho e pensou em desistir. Mas a mãe impediu que a prodígio se distanciasse das competições.

Rebeca deu a volta por cima e venceu todas as dificuldades e hoje brilha nas Olimpíadas de Tóquio.

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Como foi a competição

Na competição desta quinta, o primeiro exercício da rotação foi o salto, especialidade de Rebeca. E a brasileira não decepcionou. Com movimento limpo, um cheng com bela aterrisagem, ela brilhou e recebeu a maior nota, 15.300. Nem mesmo uma punição, após pisar na linha de aterrissagem, que descontou 0.1, impediu que a brasileira vencesse o aparelho. Jade Carey, que substituiu Simone Biles, ficou em segundo, com 15.200.

Rebeca também estará presente na final do aparelho, que será disputada no dia 1º de agosto, às 5h.

As barras assimétricas, entretanto, não trouxeram a mesma alegria para Rebeca. Mesmo executando movimentos que não foram feitos nas eliminatórias, ela ficou em quinto, dentre as seis participantes. A nota de 14.666 foi bem abaixo dos 15.300 da americana Sunisa Lee.

A excelente nota no salto ainda garantia a brasileira no topo, com 0.66 à frente da americana.

O terceiro aparelho foi a trave. Porém, diferentemente das outras duas séries, ela não conseguiu bom resultado. Rebeca não cravou na saída e teve nota abaixo do esperado, 13.566. Até aquele momento, a brasileira garantia a medalha de bronze, atrás da americana e da russa Vladislava Urazova.

Na ginástica, caso a comissão não concorde com a pontuação dada pelos juízes, é possível pedir revisão. E foi isso que aumentou a nota em 0.1 e colocou a brasileira na segunda posição.

O último exercício era o solo. Rebeca entrou sabendo que precisava somar 13.802 para sair com a medalha de ouro.

Diferentemente da apresentação nas eliminatórias, ela pisou fora do tablado duas vezes e teve sua nota diminuída, mas foi o suficiente para cravar um 13.666 e garantir a medalha de prata e o primeiro pódio da história da ginástica feminina nas olimpíadas.

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