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Shogun relembra noite do cinturão contra Lyoto e fala sobre futuro do MMA

Ao Metrópoles, Shogun relembra as maiores batalhas da carreira, critica o MMA moderno e traz bastidores sobre cinturão no Pride e UFC

31/10/2026 02:00
Igo Estrela/Metrópoles
Shogun relembra noite do cinturão contra Lyoto e fala sobre futuro do MMA

Lenda do UFC e do PRIDE, Shogun marcou história nas artes marciais durante a sua carreira. Ao Metrópoles, o ex-lutador contou detalhes sobre o seu retorno ao ringue. Em setembro, Shogun enfrentou Glover Teixeira em um combate que marcou a sua primeira luta oficial após a aposentadoria:

“Estava em casa, era uma quinta-feira, e recebi o convite para voltar a lutar e participar do Spaten. De primeira fiquei meio apreensivo, mas contatei minha advogada, acertaram as coisas e deu tudo certo”, iniciou.

“O Glover era um cara que era pra gente ter se enfrentado no UFC, mas nunca deu certo de casar a luta. Ele é até hoje um cara duro, o nosso estilo de luta se parece também. Aceitei de primeira. O meu camp foi de dez semanas pra essa luta, um pouquinho mais longo do que costumava fazer. Eu não pensava em voltar, de verdade, mas essa luta foi bem legal pra trazer aquela adrenalina de novo”, completou.

Após a derrota contra Glover, Shogun chegou a pedir uma nova revanche contra o rival, mas revelou, ao Metrópoles, que agiu na emoção e que aquele combate realmente seria o último da sua carreira:

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“Topei pra voltar a ter esse gostinho. Na hora ali a gente tá emocionado, querendo mais, pedi a revanche, mas acho que agora eu parei mesmo”, revelou.

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Shogun foi campeão do Pride e do UFC
Fora do octógono, montou a Shogun Team, que soma mais de 80 academias no Brasil e uma unidade na Suíça, levando adiante o estilo que fez dele uma das referências do MMA mundial.
Ao Metrópoles, Shogun relembra principais combates da carreira
Shogun relembra noite do cinturão contra Lyoto e fala sobre futuro do MMA - imagem 5
Protagonizou contra Dan Henderson, no UFC 139, a luta do ano de 2011 e, em 2024, entrou para o Hall da Fama do UFC na ala dos pioneiros.
Shogun alcançou o hall da fama no UFC duas vezes
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Shogun alcançou o hall da fama no UFC duas vezes

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Shogun foi campeão do Pride e do UFC
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Shogun foi campeão do Pride e do UFC

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Fora do octógono, montou a Shogun Team, que soma mais de 80 academias no Brasil e uma unidade na Suíça, levando adiante o estilo que fez dele uma das referências do MMA mundial.
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Fora do octógono, montou a Shogun Team, que soma mais de 80 academias no Brasil e uma unidade na Suíça, levando adiante o estilo que fez dele uma das referências do MMA mundial.

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Ao Metrópoles, Shogun relembra principais combates da carreira
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Ao Metrópoles, Shogun relembra principais combates da carreira

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Protagonizou contra Dan Henderson, no UFC 139, a luta do ano de 2011 e, em 2024, entrou para o Hall da Fama do UFC na ala dos pioneiros.
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Protagonizou contra Dan Henderson, no UFC 139, a luta do ano de 2011 e, em 2024, entrou para o Hall da Fama do UFC na ala dos pioneiros.

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Graduado como Mestre em Muay Thai, referencia do UFC e do Pride compartilhará no octógono suas técnicas de de luta, pressão e sua vasta experiência como campeão mundial.
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Graduado como Mestre em Muay Thai, referencia do UFC e do Pride compartilhará no octógono suas técnicas de de luta, pressão e sua vasta experiência como campeão mundial.

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Campeão do GRAND PRIX DO PRIDE e UFC, Shogun venceu o Grand Prix dos médios do PRIDE em 2005 chegando ao topo do UFC como campeão dos meio-pesados, título conquistado com o nocaute sobre Lyoto Machida, eleito o nocaute do ano de 2010.
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Campeão do GRAND PRIX DO PRIDE e UFC, Shogun venceu o Grand Prix dos médios do PRIDE em 2005 chegando ao topo do UFC como campeão dos meio-pesados, título conquistado com o nocaute sobre Lyoto Machida, eleito o nocaute do ano de 2010.

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Maurício Shogun está em Brasília para apresentar seminário gratuito promovido pelo BSB Fight sobre MUAY THAI E MMA
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Maurício Shogun está em Brasília para apresentar seminário gratuito promovido pelo BSB Fight sobre MUAY THAI E MMA

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Estilo combativo de Shogun

O estilo de luta de Maurício Shogun sempre foi o combate em pé e buscando o nocaute o quanto antes. Para o ex-lutador, atualmente, os atletas buscam vencer round por round para garantir a vitória e abandonaram o tradicional combate que buscava:

“A coisa que eu mais escutava na minha época eram as mulheres falando que os maridos paravam pra me assistir, e os homens também desmarcavam alguma coisa pra ver os brasileiros lutarem. Hoje em dia você não vê mais isso, não tem mais graça como antes”, comentou.

Shogun classificou que o cenário atual do MMA permite lutas mais “mornas”, enquanto em sua época, as lutas eram mais atrativas ao fã do UFC:

“Quando eu, Vanderlei, Minotauro, Werdum lutávamos, a gente sempre queria a luta acabasse rápido de alguma forma, por nocaute ou finalização, e isso mudou. Hoje em dia lutam muito para garantir pontos, os caras seguram, deixam a luta amarrada pra ir vencendo round por round, e isso torna a luta meio morna”, completou.

Questionado sobre qual lutador atualmente se assemelha com o estilo de luta que Shogun praticava no seu auge, o ex-campeão apontou dois dos principais destaques do país como expoentes da modalidade:

“Acho que o Charles do Bronx e o Poatan são dois exemplos que sempre tentam essa luta em pé, tão sempre buscando a vitória, o nocaute, sem depender de ganhar por pontos. São os brasileiros que mais se destacam no cenário mundial”, falou sobre Bronx e Poatan.

Cinturão

Shogun conquistou o tão sonhado cinturão do UFC em 2010. Sobre a noite contra Lyoto, o ex-lutador relembrou as dificuldades que enfrentou diante do karateca e disse que foi o combate que mais enfrentou adversidades:

“O meu cinturão foi a luta que mais tive adversidade. Estava lutando contra um apêndice de grau 2, tive que fazer a cirurgia e em tese não poderia nem estar movimentando direito. Tive que convencer um por um, desde a família, a minha própria equipe e a organização de que eu iria lutar”, disse.

“Essa informação chegou no pessoal do UFC, de que eu estava mal, recuperando ainda da cirurgia e do joelho. Foi a minha luta mais difícil que tive nesse sentido, mas quando você conquista um sonho teu, isso apaga a dor, apaga o cansaço, as frustrações. A vitória apaga tudo isso”, completou.