Seleção Feminina do Irã abandona pedido de asilo e retorna ao país
Decisão marca o desfecho de uma saga dramática que começou durante a Copa da Ásia Feminina 2026, realizada na Austrália
atualizado
Compartilhar notícia

A Seleção Feminina de Futebol do Irã deixou a Malásia nesta segunda-feira (16/3) e seguiu para Omã, de onde deve retornar ao país natal. A maioria das jogadoras que inicialmente buscaram asilo na Austrália desistiu do pedido.
A decisão marca o desfecho de uma saga dramática que começou durante a Copa da Ásia Feminina 2026, realizada na Austrália, e envolveu protestos contra o regime iraniano, temores de represálias e pressões diplomáticas.
A delegação iraniana chegou à Austrália em fevereiro para disputar a Copa da Ásia Feminina. Durante o torneio, várias jogadoras se recusaram a cantar o hino nacional do Irã antes dos jogos, gesto de protesto comum em manifestações contra o governo dos aiatolás, especialmente após o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro.
Eliminado na fase de grupos, o time enfrentou dilemas sobre o retorno. A mídia estatal iraniana as rotulou de “traidoras em tempo de guerra”, gerando medo de punições severas ao voltar para casa. O governo australiano ofereceu vistos humanitários (refugiados) em negociações emocionais e de última hora.
Inicialmente, sete membros, seis jogadoras e outra pessoa da comissão técnica aceitaram os vistos e permaneceram na Austrália. O restante da delegação voou para Kuala Lumpur, na Malásia, em 10 ou 11 de março, onde aguardava desdobramentos.
