Sabalenka ameaça boicotar Roland Garros por conta da premiação baixa
Líder do ranking feminino exige repasse maior do faturamento e diz que boicote é o único caminho para atletas do tênis
atualizado
Compartilhar notícia

Sabalenka cansou de ver o saibro de Roland Garros render fortunas para a organização e apenas uma pequena parcela para quem realmente faz o espetáculo em quadra. Em Roma, nesta terça-feira (5/5), a líder do ranking da WTA deixou claro que a paciência das tenistas com o Grand Slam francês está acabando.
“Acho que em algum momento vamos boicotar o torneio, sim. Sinto que essa será a única maneira de lutar pelos nossos direitos. Vamos ver até onde podemos chegar, se será preciso que as jogadoras boicotem. Algumas coisas, eu acho, são realmente injustas para as jogadoras. Acho que em algum momento chegaremos a esse ponto”, disse em coletiva.
A discussão gira em torno da divisão de receitas do torneio. Atualmente, as atletas recebem menos de 15% do faturamento total do evento e defendem um aumento para cerca de 22%, patamar semelhante ao de outros grandes torneios do circuito.
“Quando você vê os números e o valor que os jogadores estão recebendo… sinto que a responsabilidade é nossa. Sinto que sem nós não haveria torneio e nem entretenimento. Com certeza merecemos uma porcentagem maior do pagamento. O que posso dizer?”, concluiu a tenista.
Apesar de um reajuste de 9,5% na premiação para esta edição, Roland Garros ainda aparece atrás de todos os Grand Slams em termos de valores distribuídos aos jogadores.
Confira os valores das premiações dos Grand Slams:
- US Open: R$ 520 milhões
- Australian Open: R$ 396 milhões
- Wimbledon: R$ 358,5 milhões
- Roland Garros: R$ 356,8 milhões






