Relembre a trajetória de Julio Casares como presidente do São Paulo
Ao todo, o ex-dirigente ficou cinco anos na liderança do Tricolor Paulista. Durante este período, o São Paulo conquistou três títulos
atualizado
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O agora ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (21/1), cinco dias após os conselheiros do clube votaram pelo seu impeachment. Ao todo, o ex-dirigente ficou cinco anos na liderança do Tricolor Paulista e acumulou títulos e polêmicas.
O primeiro mandato começou em 2021, quando venceu a chapa de Roberto Natel por 155 votos a 78. Ao fim do mandato trienal, em dezembro de 2023, o dirigente foi reeleito em votação na qual não teve concorrente.
Durante este período, o São Paulo conquistou três títulos. Logo no primeiro ano, levantou a taça do Campeonato Paulista, competição que o time não conquistava desde 2005. Além disso, venceu a Copa do Brasil de 2023 e a Supercopa do Brasil de 2024, feitos inéditos. O time ainda foi vice-campeão do Paulistão de 2022 e da Copa Sul-Americana de 2022.
Entretanto, ele também colecionou polêmicas que levaram o Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube (SPFC) a aprovar seu impeachment. Foram 188 votos favoráveis à destituição do presidente são-paulino. A decisão foi tomada após uma reunião dos conselheiros no Morumbis na noite de sexta-feira (16/1). Casares é denunciado por um suposto esquema de fraudes envolvendo o camarote do estádio.
Relembre
Julio Casares é investigado por suspeitas relacionadas à exploração clandestina de um camarote no estádio Morumbis, na zona oeste da capital paulista. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a irregularidade teria acontecido em um camarote ligado à presidência do clube no estádio para o show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro de 2025. Os crimes suspeitos levantados pelo MPSP são corrupção privada no esporte e coação no curso do processo.
Um áudio revelou o suposto esquema de comercialização irregular do camarote ligado a presidência do SPFC.
Segundo o material divulgado pelo Globo Esporte, o diretor-adjunto das categorias de base do clube, Douglas Schwartzmann, e a diretora feminina, cultural e de eventos (e ex-esposa de Julio Casares), Mara Casares, estariam envolvidos no esquema ilegal.
No áudio, o diretor das categorias de base diz que ele e outras pessoas se beneficiaram financeiramente com a prática.
O esquema consistiu no repasse do camarote por parte da diretoria do São Paulo Futebol Clube à Mara Casares para a realização de um evento durante o show da Shakira. Posteriormente, a mulher chamou uma intermediária para vender os ingressos, com alguns tickets custando até R$ 2,1 mil. Essa prática já é considerada ilegal.
Porém, o caso estourou quando a intermediária entrou na Justiça alegando que foi vítima de um calote por parte de Mara e outro dirigente do São Paulo no pagamento de um pacote de ingressos. Neste momento, o áudio revelado na imprensa mostra os dois pressionando a intermediária a retirar a ação judicial, confessando que se tratava de um esquema clandestino.
Após a publicação do caso, em dezembro de 2025, Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram afastamento dos cargos.
Quem é o vice-presidente que assume o SPFC
Aos 80 anos, Massis Junior é empresário e membro do grupo político Vanguarda, que fez parte da coalizão que elegeu Casares para presidente, mas rompeu com o dirigente após os escândalos recentes envolvendo o clube.
Massis Júnior é conselheiro vitalício do São Paulo e faz parte do quadro de sócios desde 1964. Dono do Hotel Massis, em São Paulo, ele ocupa o cargo de vice-presidente do tricolor desde 2021. O dirigente esteve presente nas delegações dos títulos da Copa Intercontinental de 1991 e 1992 como diretor-adjunto administrativo.






