Recordista lamenta tênis tecnológico vetado: “Não foi simulação”

O queniano Eliud Kipchoge saiu em defesa do calçado que lhe ajudou a se tornar o primeiro homem a completar a maratona em menos de duas hora

atualizado 20/02/2020 12:53

Tottenham Hotspur FC via Getty Images

Três semanas após o anúncio de restrições aos tênis tecnológicos, o queniano Eliud Kipchoge saiu em defesa do calçado que lhe ajudou a se tornar o primeiro homem a completar a maratona em menos de duas horas. E rebateu as críticas ao evento, não oficial, em que obteve a incrível marca de 1h59min40, em Viena, na Áustria, em outubro passado.

“Os tênis que eu utilizei em Viena são os corretos. Não vejo nada demais e nenhum motivo para concentrarmos nossa atenção nos tênis”, disse o queniano de 35 anos, em Berlim, em evento do prêmio Laureus, o “Oscar do esporte”.

Na capital austríaca, ele calçou o protótipo da Nike batizado de AlphaFly. Segundo especialistas, este modelo e outros similares, de outras fabricantes, poderiam dar um ganho de desempenho de até 4%.

Preocupada com estes novos tênis, a World Athletics (a federação internacional de atletismo) impôs seguidas restrições aos modelos, principalmente em razão do feito obtido por Kipchoge. O recorde, contudo, não foi homologado por não se tratar de competição oficial e por contar com condições favoráveis, incomuns em corridas do tipo, como “coelhos” ao longo de todo o trajeto de 42,195km.

“O que eu fiz em Viena não foi uma simulação, como se fosse uma máquina. Eu baixei o tempo para menos de duas horas correndo toda a distância. É um erro dizer que foi simulado. Antes ninguém havia corrido uma maratona em menos de duas horas. Deveríamos estar comemorando que um ser humano conseguiu este feito”, rebateu Kipchoge, elevando o tom de voz, diante dos jornalistas em Berlim.

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