O gerente enlouqueceu! Entenda como a NBA gastou US$ 3 bi em um dia

Em apenas 24 horas, a principal liga de basquete do mundo se aproximou dos valores movimentados pela janela do futebol europeu

Vaughn Ridley/Getty ImagesVaughn Ridley/Getty Images

atualizado 06/07/2019 13:05

Que o esporte é um negócio cada vez mais rentável, você já sabe. Porém, as cifras movimentadas estão ficando inacreditáveis. Especialmente quando falamos das ligas mais badaladas do exterior.

A janela de transferências do futebol europeu, por exemplo, estoura a casa dos bilhões de dólares movimentados já há algum tempo. Em 2011, as cifras chegaram a US$ 1,30 bilhão (R$ 5 bilhões), desde então, os valores só aumentaram (confira a tabela abaixo), chegando a um recorde de US$ 4,21 bilhões em 2018. Neste ano, o montante se encontra um pouco abaixo (US$ 2,14 bilhões), porém, com negociações grandes ainda em desenvolvimento — entre elas, a novela que envolve Neymar e PSG, é bem possível que as grandes ligas europeias se aproximem, ou até batam, de um valor recorde.

Mas não é só o futebol que trabalha na ousadia e na alegria. Lembre-se: os bilhões negociados pelas grandes ligas e principais clubes europeus se desenvolvem ao longo de meses. A maior liga de basquete do mundo, a NBA, exibiu todo o seu poderio financeiro em apenas um dia.

No último domingo (30/06/2019), quando a liga abriu seu período para a contratação de agentes livres, a NBA movimentou US$ 3 bilhões em apenas 24 horas. É isso mesmo. Com grandes nomes mudando de time – entre eles, Kevin Durant (US$ 161 milhões/quatro anos), Kyrie Irving (US$ 161 milhões/quatro anos), Kemba Walker (US$ 141 milhões/quatro anos) – e renovando contratos para permanecerem com suas equipes, como Klay Thompson (US$ 190 milhões/cinco anos), a NBA chegou a esse valor recorde em pouquíssimo tempo.

Além da movimentação de estrelas, outro fator ajuda a explicar as inacreditáveis cifras: a popularidade cada vez mais crescente do esporte, que rendeu à liga, em 2014, um acordo de nove anos, no valor de US$ 24 bilhões (US$ 2.7 bilhões por ano), com as emissoras ESPN, ABC e Turner Sports para transmissão de jogos e outros conteúdos dedicados à NBA — é o segundo acordo de direitos de transmissão mais rentável do mundo, apenas atrás da NFL, a liga americana de futebol americano.

A NBA leva vantagem sobre a NFL na questão dos contratos: enquanto os atletas do futebol americano não têm direito a acordos garantidos, os jogadores de basquete têm se empoderado cada vez mais, utilizado o marketing em seu favor, para comercializar o indivíduo e usado essa imagem e poder para definirem seus próprios destinos, negociando melhores valores e decidindo onde querem atuar e viver.

Um dos principais atletas creditados com essa mudança de postura mais independente é ninguém menos do que LeBron James. Considerado o melhor jogador de basquete do planeta, o “Rei” tem usado sua influência para tornar suas renovações e assinaturas de novos contratos verdadeiros eventos, além de negociar acordos mais rentáveis e curtos, garantindo, assim, mais liberdade. Foi assim em 2010, ao criar, em parceria com a emissora ESPN, um show chamado The Decision, no qual anunciou sua saída do Cleveland Cavaliers para o Miami Heat. Quando retornou ao Cleveland, optou por acordos de dois anos, bastante curtos tendo como base o tipo de pacto que as mega estrelas da NBA assinam. Dessa forma, LeBron conseguiu aumentar ainda mais seu domínio sobre a franquia de Ohio, uma vez que, com a ameaça sempre presente de uma iminente saída, os dirigentes do time se sentiam pressionados a atender seus pedidos.

Kevin Durant seguiu o exemplo de James em 2016, ao trocar o Oklahoma City Thunder pelo Golden State Warriors, formando um supertime com Curry, Thompson e Green, que venceu dois campeonatos. Feito repetido nesta última janela de contratação, ao deixar os Warriors e se juntar à Kyrie Irving no Brooklyn Nets.

Outro jogador que fez uso do poder adquirido para decidir seu próprio destino foi Kawhi Leonard. Campeão pelos Raptors e MVP das Finais, o silencioso craque escolheu o Los Angeles Clippers como seu novo time na madrugada de sexta para sábado (06/07/2019) — e, de quebra, levou com ele Paul George, que estava no Oklahoma City Thunder. Com um contrato máximo de 4 anos e US$ 144 milhões, Kawhi e os Clippers estouraram ainda mais a marca de US$ 3 bilhões atingida pela NBA na última semana.

Confira os valores pagos nas janelas de transferências do futebol europeu (em dólares):
2011 – US$ 1,30 bilhão
2012 – US$ 1,24 bilhão
2013 – US$ 2,01 bilhões
2014 – US$ 2,34 bilhões
2015 – US$ 2,59 bilhões
2016 – US$ 2,79 bilhões
2017 – US$ 3,95 bilhões
2018 – US$ 4,21 bilhões

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