“Na semana da mulher”: ida de Cuca para o Athlético repercute
Técnico foi investigado na Europa por participação em estupro de menor, sentença foi anulada; presidente do PT postou sobre a notícia
atualizado
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O anúncio oficial ainda não aconteceu, mas a ida do técnico Cuca para o Athlético-PR já repercute. A expectativa é que o novo treinador seja anunciado ainda nesta segunda-feira (04/3), um dia após a demissão Paulo Turra. Mas a notícia do novo contrato do treinador, em meio às comemorações do mês da mulher, promete render muita polêmica. Esse será o primeiro trabalho do treinador após a anulação da condenação por estupro contra uma menor de idade na Suíça em 1987.
A presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffman foi às redes sociais para se posicionar sobre a contratação. Para a ex-ministra, o caso é “estarrecedor”. Veja abaixo a publicação.

Nas redes sociais, a notícia de que Cuca deve voltar a assumir o comando de um clube brasileiro também está repercutindo. Entre os que defendem que o treinador não responde a crime algum, há internautas que pontuam que o cargo de liderança não deveria ser ocupado por alguém que foi preso por um crime grave. “Ótimo nome, não deve nada a ninguém e merece seguir a vida como ótimo treinador que é”, postou um perfil em comentário na publicação do Metrópoles Esportes no Instagram. Outro perfil comentou: “Meu Deus, como alguém ainda contrata esse sujeito !!! Afff”.
Relembre o caso
Cuca foi investigado na Suíça por participação em um estupro coletivo contra uma jovem de 13 anos, em 1987. O caso aconteceu quando ele era jogador do Grêmio, e o clube realizava uma excursão na Europa. Ele e outros três jogadores foram presos. Cuca era um dos réus.
O crime teria ocorrido no hotel onde a delegação gremista estava hospedada. Após ir ao quarto dos jogadores com amigos, a garota teria sido coagida a manter relações sexuais com os atletas. Seus amigos teriam sido expulsos do quarto para que os atos fossem praticados. Cuca chegou a dizer que a vítima não tinha o reconhecido, mas a versão foi desmentida pela advogado de acusação.
No ano passado, o Tribunal de Berna-Mitteland anulou a condenação por prescrição do crime.
