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Ministro britânico diz que Infantino não deveria comandar a Fifa

Declaração do Primeiro Ministro Britânico, Andy Burnham, contra Gianni Infantino amplia pressão sobre a Fifa e seus líderes

31/07/2026 12:50
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, criticou nesta sexta-feira (31/7) o presidente da Fifa, Gianni Infantino, após a repercussão do projeto que prevê a criação de uma empresa para administrar os direitos comerciais das principais competições da entidade. Segundo o parlamentar, o dirigente é “a pessoa errada” para comandar a Fifa.

“Foi uma proposta ultrajante. O simples fato de ter sido sequer considerada demonstra, na minha opinião, é a pessoa errada para liderar a organização”, afirmou Burnham durante visita à cidade de Sheffield.

A declaração ocorre em meio à polêmica envolvendo a proposta da Fifa de criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), empresa responsável por concentrar os ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínios, venda de ingressos e licenciamento da Copa do Mundo masculina e feminina, além do Mundial de Clubes.

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Pelo plano, a Fifa manteria o controle da nova empresa, mas venderia até 20% de participação para investidores privados. A operação avalia a FFE em cerca de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 117 bilhões) e pode arrecadar aproximadamente US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões).

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Segundo a entidade, os recursos seriam utilizados para ampliar os repasses às 211 federações filiadas, elevando a distribuição prevista entre 2027 e 2030 de US$ 8 milhões (cerca de R$ 40,6 milhões) para até US$ 20 milhões (em torno de R$ 101,2 milhões) por associação.

A proposta, no entanto, enfrenta forte resistência. A Uefa aprovou por unanimidade a possibilidade de boicotar futuras competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o projeto avance. A Concacaf também rejeitou a iniciativa, enquanto a Confederação Asiática (AFC) manifestou preocupação. Já a Confederação Africana (CAF) optou por analisar os detalhes antes de definir uma posição.

A crise ganhou força após a renúncia de Carlos Cordeiro, conselheiro sênior de Infantino e ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos. Em comunicado, ele afirmou que não participou da elaboração da proposta e classificou o projeto como prejudicial ao futuro do futebol.

Em resposta às críticas, a Fifa informou que o plano ainda está em fase de consulta e negou que qualquer decisão tenha sido tomada. A entidade afirmou que o processo será conduzido de forma “aberta e democrática” e permite que todas as federações analisem e votem sobre a proposta.