Metrópoles Endurance: a importância da preparação mental no triatlo
Nos dias 28 e 29, o Pontão do Lago Sul será palco do Metrópoles Endurance, com provas de triatlo, aquathlon e travessia em águas abertas
atualizado
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O Metrópoles Endurance chega em Brasília no fim de março para agitar a capital com um fim de semana dedicado aos esportes de resistência. Nos dias 28 e 29, o Pontão do Lago Sul será palco de provas de triatlo, aquathlon e travessia em águas abertas, e a preparação mental é essencial no universo do endurance, com esportes que desafiam o corpo e o psicológico constantemente. Veja abaixo dicas para se preparar mentalmente para o evento.
As inscrições para o evento já estão disponíveis e devem ser realizadas na Bilheteria Digital.
Para a psicóloga Karoline Miranda, professora universitária e terapeuta BodyTalk, o desempenho no triatlo vai muito além da força física: passa, sobretudo, pela integração entre corpo, mente e propósito.
Segundo Karoline, o atleta não “tem” um corpo, ele “é” um corpo. Por isso, a preparação mental é o elo que conecta esforço físico à vontade.
“A mente atua como uma bússola que dá sentido ao esforço. Sem uma base emocional sólida, o corpo torna-se apenas uma máquina, e máquinas falham sob pressão”, explica a psicóloga.
Em provas longas, como no triatlo de média e longa distância, o desgaste é muscular. “O emocional também entra em jogo. Medo do que ainda está por vir ou frustração por erros já cometidos podem pesar mais que o cansaço físico. A orientação é acolher a vulnerabilidade. Em vez de lutar contra a exaustão, o atleta deve dialogar com ela e resgatar sua motivação intrínseca”, fala.
Para a especialista, muitas desistências acontecem primeiro na mente. Quando o atleta perde o sentido da prova, a dor física se torna insuportável. Por outro lado, quando há harmonia emocional, é possível ressignificar o sofrimento como parte do processo de crescimento e superação.
Manter o foco durante horas de competição exige presença plena. Para Karoline, a estratégia é “fatiar” a prova: em vez de pensar nas três horas pela frente, concentrar-se na próxima braçada, na próxima pedalada ou no próximo quilômetro. Uma atleta relatou à psicóloga que, em subidas longas, prefere focar na roda da bicicleta girando — e não em quanto ainda falta para chegar ao topo.
Ansiedade, pensamentos negativos e imprevistos
Antes da largada, técnicas de respiração, sono adequado e alimentação equilibrada ajudam a controlar a ansiedade. A prática da ancoragem — sentir os pés no chão e perceber o ambiente ao redor — reduz pensamentos catastróficos. O nervosismo pode ser reinterpretado como sinal de que aquela prova é importante.
Durante momentos de dor extrema, a orientação não é suprimir pensamentos negativos, mas observá-los. “Eu estou tendo um pensamento de que não vou conseguir, mas eu não sou esse pensamento”, sugere a psicóloga. A autocompaixão substitui o julgamento e preserva energia mental.
Já diante de imprevistos, como um problema mecânico ou uma transição ruim, entra em cena a chamada “flexibilidade existencial”. Ao contrário de lamentar o que saiu do planejado, a pergunta deve ser: “Dada esta nova situação, qual é a melhor escolha que posso fazer agora”, orienta Karoline.
Treino mental deve serdiário
Assim como o físico, o preparo psicológico precisa ser treinado de forma sistemática. Ele acontece nos treinos longos, na escuta interna e na celebração de pequenas conquistas. Práticas como mindfulness, diário emocional de treinos e técnicas integrativas — como o BodyTalk — ajudam o atleta a reconhecer padrões de pensamento e fortalecer o diálogo interno.
A visualização também é uma ferramenta poderosa. O cérebro reage de forma semelhante a experiências reais e intensamente imaginadas. Por isso, a recomendação é visualizar não apenas a vitória, mas também os momentos difíceis — sentindo o cheiro da água, o vento no rosto, o som da torcida — e imaginando-se superando cada desafio com calma e técnica.
Resiliência
Para Karoline, a resiliência nasce quando o atleta encara o treino como um espaço de encontro com a própria força. Cada sessão longa é uma oportunidade de praticar paciência, aceitação e autoconhecimento.
“A resiliência se desenvolve quando encaramos o treino não como um fardo, mas como um espaço de encontro com a nossa própria força. É o conceito de “tornar-se quem se é” através do esforço. Cada treino longo é uma oportunidade de praticar a paciência e a aceitação do processo, construindo uma base interna inabalável para o dia da competição”, diz a profissional.
Metrópoles Endurance
Esta é mais uma competição esportiva realizada pelo Metrópoles. A estreia aconteceu com o Endurance, em disputas de triatlo, aquathlon e natação em águas abertas; em seguida, o Cycling tomou conta das ruas do Eixo Monumental.
Em setembro, foi realizada a Meia Maratona Metrópoles, primeiro evento exclusivamente de corrida. Já o Metrópoles Run aconteceu no dia 21 de dezembro e reuniu competidores de todas as idades. Além do Metrópoles Endurance, em março os competidores também disputarão o Metrópoles Endurance – Corrida.








