Médico de Maradona se declara inocente sobre morte do ídolo argentino
Ídolo do futebol mundial, Diego Maradona faleceu em 2020. Sete membros da equipe médica são julgados pela morte do ex-jogador
atualizado
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Médico acusado pela morte de Diego Maradona, Leopoldo Luque quebrou o silêncio sobre o caso. O profissional se declarou inocente nesta quinta-feira (16/4) durante audiência no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, na Argentina. O caso foi reiniciado na última terça-feira (14/4).
“Sou inocente, lamento muito sua morte”, disse Leopoldo Luque, durante depoimento.
Luque foi o primeiro réu a depor no novo julgamento do caso sobre a morte de Diego Maradona. Ele pretendia analisar os laudos sobre a causa da morte do ex-camisa 10.
“Em primeiro lugar, quero analisar o que foi dito como causa da morte do senhor Diego Maradona, quanto ao diagnóstico apontado pela autópsia: uma insuficiência cardíaca crônica com miocardiopatia dilatada, que se descompensou e se agravou por falta de tratamento, segundo uma das perícias oficiais”, afirmou o médico.
Leopoldo Luque é um dos sete acusados por homicídio culposo pela morte de Maradona. Além do neurocirurgião, também são julgados Agustina Cosachov (psiquiatra), Carlos Diaz (psicólogo), Nancy Forlini (coordenadora médica), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), Pedro Pablo Di Spagna (médico) e Ricardo Almiro (enfermeiro).
Caso sejam condenados, os réus poderão enfrentar penas de 8 a 25 anos de prisão. Maradona faleceu durante a recuperação de uma cirurgia cerebral, realizada para tratar um coágulo. Após exames, um infarto foi apontado como causa da morte do astro argentino.
Médico contrapõe laudos
Luque levou para a audiência pastas com documentos para contrapor a versão acusatória. Entre os papéis estavam artigos científicos da União Europeia de Cardiologia e estudos clínicos sobre casos semelhantes.
De acordo com os laudos que embasam a acusação contra a equipe médica, há um parecer de peritos da Promotoria-Geral de San Isidro. Eles concluíram que Maradona apresentava sinais de que esteve em agonia e não teria sido monitorado horas antes de falecer.
“Estou completamente seguro de que não existiu a agonia”, disse Luque, em depoimento.
Anulação do primeiro processo
Em maio de 2025, o julgamento foi anulado após o processo ser declarado inválido pelo tribunal responsável. A anulação da ação aconteceu depois de questionamentos das partes envolvidas no caso do ídolo argentino sobre uma das juízas ter participado de um documentário sobre o caso.
Segundo a corte, Julieta Makintach participou das gravações quando ainda integrava o júri que julgava o caso. Ela responde a outras acusações. Além da juíza, outros dois magistrados que faziam parte do caso renunciaram aos cargos.
De acordo com a promotoria, Makintach facilitou que câmeras entrassem nos locais das audiências, mesmo diante da proibição de filmar dentro do tribunal.














