LeBron, Hamilton e Nadal quebram recordes e desafiam lendas do esporte

Trio tem reescrito livro de regras, mas eles ainda têm trabalho a fazer

atualizado 12/10/2020 14:41

Ina Fassbender - Pool/Getty Images/Aurelien Meunier/Getty Images

LeBron James conquistou o seu quarto campeonato, o terceiro por três times diferentes e foi consagrado o MVP das Finais, também pela terceira vez, com a terceira camisa. Lewis Hamilton venceu o seu 91º Grande Prêmio de Fórmula 1 com (mais) uma vitória dominante em Eifel, no circuito de Nurburgring, na Alemanha. Rafael Nadal foi o campeão de Roland Garros, pela 13ª vez, e chegou a marca de 20 títulos de torneios major na carreira.

Antes do último fim de semana, o americano, o britânico e o espanhol já eram considerados lendas de seus respectivos esportes. Porém, aos 35, 35 e 34 anos, respectivamente, o trio se mantém em alto nível, mostrando longevidades impressionantes e continuando a adicionar novas linhas em seus estrelados currículos.

O camisa 23 do Los Angeles Lakers, por exemplo, continua sendo o principal jogador de sua geração em uma idade em que, historicamente, atletas de seu nível já estão em declínio. Para se ter uma ideia melhor, LeBron entrou na liga em 2003. A maioria dos principais jogadores que entraram junto com ele, ou já estão aposentados (Wade, Bosh) ou desempenhando papéis secundários na NBA (Carmelo Anthony).

Já Lewis Hamilton e sua Mercedes continuam sua década de dominância na Fórmula 1. O piloto ganhou seu primeiro título em 2008, depois ficou cinco temporadas sem vencer, até emendar novamente cinco títulos na atual década (2014, 2015, 2017, 2018 e 2019).

E Rafael Nadal, com a vitória do último domingo, conquistou Roland Garros mais uma vez, 15 anos depois do seu primeiro triunfo no Aberto da França. O título também o torna ainda mais senhor do saibro francês — o segundo colocado com mais troféus, Max Decugis, venceu seus títulos entre 1903 e 1914.

Trabalho a fazer

Pelo status que já alcançaram na carreira, LeBron, Nadal e Hamilton estão brigando com lendas, fantasmas e com a própria história — e talvez, com as redes sociais. Mesmo no dia seguinte às suas conquistas, uma rápida visita ao Twitter, por exemplo, te mostrará diversos tipos de questionamento e relativizações com as vitórias do último fim de semana.

No caso do 17º título do Lakers, muitos apontam as condições nas quais a reta final da temporada foi disputada, dentro de uma bolha, sem torcida, e o fato de os favoritos da Conferência Leste terem ficado pelo caminho. Já individualmente, por mais que LeBron tenha conquistado seu quarto anel e tenha sido eleito MVP das Finais com três times diferentes, as redes ainda lembram que Michael Jordan tem seis títulos, seis MVPs de Finais e está invicto em decisões.

Já na Fórmula 1, as provocações dizem respeito à velha discussão carro x piloto (embora Bottas pilote o mesmo carro e não esteja nem perto de bater os recordes de Hamilton) e à falta de adversários à altura. E assim como LeBron tem a sombra de Jordan, Lewis continua na perseguição a Michael Schumacher. Após ter igualado o alemão no número de vitórias, deve superar a marca ainda nesta temporada e está perto de superá-lo, também, em títulos, e se tornar heptacampeão — ele tem 230 pontos, contra 161 de Valtteri Bottas, seu companheiro de equipe, e 2º colocado.

Já no caso de Nadal, embora o tênis não desperte o mesmo nível de paixão que outros esportes, o espanhol ainda tem trabalho a fazer apesar de suas quase duas décadas de dominância no esporte. E seu maior rival também sabe disso. Após conquistar Roland Garros pela 13ª vez, e empatar em títulos de major conquistados com Roger Federer, o suíço lhe parabenizou, lembrando da disputa pessoal entre os dois. “Como meu maior rival durante muitos anos, eu acredito que nós nos motivamos a nos tornar jogadores melhores. Logo, é uma verdadeira honra para mim parabenizá-lo por sua 20ª vitória em um Grand Slam. Eu espero que 20 seja apenas outro degrau na jornada que segue para nós dois”.

Publicamente, tanto Hamilton quanto Nadal afirmam que comparações e discussões sobre quem é o melhor de todos os tempos não são importantes. Se o discurso é verdadeiro ou apenas falsa modéstia, é impossível saber. O fato é que motivos para se manterem motivados, não faltarão.

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