De desacreditado a herói olímpico, Weverton foi o paredão do Brasil

Goleiro acreano que sofreu apenas um gol durante toda a competição pegou o último pênalti do time alemão e se tornou um dos destaques na conquista da seleção brasileira

atualizado 20/08/2016 23:06

Um paredão sob a meta brasileira, Weverton Pereira da Silva chegou na seleção para substituir o lesionado Fernando Prass e, até a final do futebol nas Olimpíadas, sofreu apenas um gol. Aos 28 anos de idade, foi dele a única defesa em dez cobranças de pênaltis na partida contra a Alemanha neste sábado (20/8). A mais importante da história olímpica do Brasil, que conquistou pela primeira vez o ouro nos jogos na modalidade, após um empate em 1 x 1 no tempo normal e na prorrogação.

Em quase todas as cobranças dos jogadores germânicos, o goleiro do Atlético Paranaense passou perto de defender. Porém, as cobranças fortes insistiam em passar por Weverton. A defesa que daria pela primeira e única vez a vantagem  veio na penalidade derradeira da Alemanha, batida pelo atacante Petersen.

“Minha ficha ainda não caiu. Estou vivendo um momento espetacular, sensacional. Se a chance na seleção principal vier, será tão inacreditável quanto foi chegar até a equipe olímpica”, comentou o goleiro na zona mista do estádio.

 Aposta do técnico Rogério Micale, Weverton chegou à seleção brasileira questionado por muitos. A história de Weverton começou bem longe dos grandes centros futebolísticos do país. Nascido em Rio Branco, capital do Acre, foi pelo Juventus que durante a Copa São Paulo de 2006 apareceu. A ótima atuação dele contra o Corinthians no torneio deu ao goleiro destaque para atuar no time paulista.

Foram dois anos na base corintiana, até subir para a categoria profissional do clube. Sem destaque, entretanto, acabou sendo emprestado a times de menor porte no cenário nacional. Depois de peregrinar por equipes do interior paulista, o acreano chegou em 2012 a seu atual clube.

As ótimas atuações neste ano, em especial no Campeonato Brasileiro, o levaram a ser lembrado para a seleção brasileira principal. Foi a infelicidade de um colega de posição – Fernando Prass, do Palmeiras, fraturou o cotovelo e foi cortado do time olímpico – que levou Weverton à titularidade da meta do grupo e a se tornar herói de um ouro inédito.

A primeira convocação do técnico Tite para a seleção principal será na segunda-feira, para os jogos contra Equador e Colômbia. “Dar alegria à nação brasileira é incrível. Ainda não consigo acreditar em tudo o que passou. Estou muito feliz”, disse o jogador do Atlético-PR, que antes da convocação para a Olimpíada, jamais tinha recebido chamados para defender a equipe.

Weverton comemorou em campo com a bandeira do estado onde nasceu, o Acre. O goleiro também ressaltou que a conquista coroa uma trajetória vitoriosa na carreira. “Cheguei no Atlético-PR para disputar uma Série B. Cativei a identificação com a torcida e tive a honra de ser lembrado na seleção. Tenho muito orgulho”, comentou o goleiro. (Com informações da Agência Estado)

 

 

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