Zé Roberto faz Deyverson chorar ao vivo durante entrevista
Ídolo palmeirense fez uma declaração surpresa para o atacante durante gravação do Flow Sport Club
atualizado
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Após marcar o gol do título do Palmeiras na Libertadores, o atacante Deyverson vem recebendo inúmeras e merecidas homenagens. Durante a gravação do Flow Sport Club, o atleta foi surpreendido por Zé Roberto, que foi seu companheiro de clube no Verdão entre 2015 e 2017, em um encontro marcado por muita emoção.
Zé contou que quando soube que Deyverson estaria presente, parou tudo o que estava fazendo para poder comparecer e falar algumas palavras para o atacante. O veterano revelou que, durante os anos em que foram companheiros, o herói do título do Palmeiras passou por momentos difíceis e sempre estava chorando em seu quarto.
Além disso, Zé Roberto revelou que foi o primeiro jogador a receber Deyverson em seu dormitório na época do Palmeiras, porque sentiu que precisava dar uma atenção especial ao novo companheiro.
Confira, abaixo, o depoimento completo de Zé Roberto:
Quando me falaram que o Deyverson ia estar aqui, eu tinha que parar tudo para vir. A gente teve uma carreira que transcende títulos, fama e dinheiro. O dinheiro um dia acaba, a fama vai passar e os títulos ficam em uma prateleira e pode o pó cobrir o brilho, mas uma coisa que eu carrego comigo e tenho de mais precioso é o legado. O legado é transpassado. Hoje é legal receber o Deyverson aqui e fazer homenagens ou parabenizar, é legal, tem que ser feito sim. Mas só ele sabe o que passou para chegar aqui hoje e receber a homenagem de você e dos torcedores que estão do lado de fora para ter a camisa assinada. Quando me falaram que ele estaria aqui não vim para homenagear, quis trazer a memória e a esperança. Quando eu recebi ele no clube, eu concentrava sozinho e toda noite eu parava para fazer uma oração. Eu sentia no meu coração de convidar ele para o meu quarto, mesmo sem o conhecer. Eu falei pra ele no meu quarto: ‘Deus te trouxe pro Brasil, te trouxe para esse clube para te honrar’. Ele não entendeu muito aquilo que eu falei, mas hoje está se cumprindo uma oração de um coração aquebrantado, e de um cara que tem um coração enorme. Ele passou uma fase dentro do clube que as lágrimas, só ele derramou, porque é difícil ser um jogador, receber críticas e não poder se manifestar. O seu manifesto é dentro do seu quarto chorando. Eu senti isso em um dia que eu estive em uma função, onde me colocaram como assessor técnico, mas eu não exercia essa função, eu era um amigo, um mentor, um conselheiro. E alguém da diretoria disse que eu precisava chamar o Deyverson e aconselhar porque ele estava prestes a sair do clube. As primeiras pessoas que eu identifiquei que poderiam me ajudar no processo foram três pessoas importantes da vida dele: irmão, pai e mãe, que sempre iam visitar ele no CT. Eu chamei o irmão dele e perguntei o que a gente podia ajudar, o que o Deyverson era para ele. Ele me respondeu dizendo que o Deyverson não é só irmão, era amigo e tem um coração enorme. Perguntei ao pai e ele disse que é o coração que eu já conhecia. A mãe dele disse que o Deyverson era um menino que desde pequeno precisava de muita atenção. Essa aproximação que sua família me falou… eu me identifiquei com você, porque é um processo que só você sabe que precisava passar. Chegou em um clube sem amigos, rejeitado, desconhecido e a pessoa que se aproximou de você foi a que menos você esperava. Isso foi uma transformação na sua vida. Não fui só seu companheiro dentro de campo, fui seu pai, sua mãe e seu irmão”.
