Polícia Civil indicia Ramírez, do Bahia, por injúria racial contra Gerson

A investigação concluiu que a versão do camisa 8 do Flamengo é verdadeira

atualizado 04/02/2021 18:20

Gerson, do FlamengoEstadão Conteúdo / DELMIRO JUNIOR

Chegou ao fim a investigação do caso de racismo contra Gerson do Flamengo, ocorrido no jogo com o Bahia, em 20 de dezembro de 2020. A Polícia Civil decidiu indiciar Ramírez por injúria racial contra o volante, concluindo que a versão do camisa 8 do time carioca é verdadeira.

O inquérito será enviado ao Ministério Público, que decidirá se a denúncia será apresentada. Além de Gerson e Ramírez, foram ouvidos também outras testemunhas presentes no jogo, como os atletas Natan e Bruno Henrique, e o ex-treinador do Bahia Mano Menezes.

O julgamento foi de que o relato do jogador do Flamengo é real. Gerson disse que o colombiano falou para ele “Cala a boca, negro”, enquanto Ramírez afirmou ter dito “Joga rápido, irmão”.

O caso também é analisado pelo Superior Tribunal da Justiça Desportiva, ao qual Gerson e outros jogadores do Rubro-Negro dariam depoimento na quarta-feira (3/2), mas não compareceram. Assim, o inquérito vai seguir sem o testemunho deles.

Rodrigo Dunshee, vice geral e jurídico do Flamengo, esclareceu que o departamento de futebol não liberou a ida dos atletas ao tribunal por causa do jogo desta quinta-feira (4/2), contra o Vasco.

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