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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quer que Tite lidere um amplo plano para tentar revolucionar a gestão do futebol nacional. A proposta inclui um mapeamento completo de garotos desde os doze anos de idade, num esforço para identificar futuros jogadores para a seleção principal.

O projeto fez parte de uma conversa entre Rogério Caboclo, presidente eleito da CBF, e o treinador. O cartola assume em 2019 e quer criar um plano de médio e longo prazo para restabelecer a competitividade da seleção. A meta é, ainda, não depender de um só jogador.

Na proposta, a CBF considera uma coerência no trabalho dos diferentes times de base, garantindo que um “estilo” de jogo seja implementado. O modelo é parecido ao existente no Barcelona, onde os jogadores já chegam ao time principal conhecendo a filosofia de jogo.

 

A proposta representa parte da oficialização da ideia da CBF de manter Tite no comando da seleção. Extremamente abatido, insistiu que não tomaria uma decisão durante o encontro mantido durante a madrugada. Mas o encontro com Caboclo foi considerado como um caminho encontrado pelo cartola para levantar a moral do treinador. O dirigente insistiu que Tite havia feito um “trabalho excelente”.

Entre os membros da CBF, o silêncio de Tite por enquanto foi interpretado como um sinal de que ele ainda quer conversar com seu agente, ao retornar ao Brasil.

Tite indicou não ter como garantir a permanência de todos os membros de sua comissão técnica. Mas admitiu que tampouco saberia dizer naquele momento quem estaria disposto a ficar ou não.

Assumindo em 2019, Caboclo sabe que terá em mãos uma CBF em crise. Ele reconhece a necessidade de resgate da credibilidade do futebol brasileiro. Mas a ideia é alcançar isso num plano de longo prazo.

O novo dirigente será o presidente da CBF em 2022 e, se reeleito, poderia até mesmo ficar até a Copa de 2026. Uma oposição, porém, começou a ser formar nos últimos dias, usando a crise causada em Moscou pelo presidente em exercício, coronel António Nunes.