Nigéria derrota a Islândia por 2 x 0 e dá esperanças para a Argentina

Musa faz dois gols e se torna o maior artilheiro da Nigéria em Copas do Mundo. Time de Lionel Messi precisa derrotar nigerianos para avançar

atualizado 22/06/2018 19:29

Lars Baron - FIFA/FIFA via Getty Images

A Nigéria derrotou a Islândia por 2 x 0, nesta sexta-feira (22/6), na Arena Volgogrado, em Volgogrado, pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo da Rússia. No duelo da juventude contra a experiência, os jovens se deram melhor. E, com dois gols de Musa, no segundo tempo, os africanos venceram os vikings islandeses, estreantes na competição.

O resultado dá esperanças à Argentina, que chega à última rodada do grupo ainda com chances de classificação. No momento, a Croácia lidera com 6 pontos. A Nigéria tem 3. E Islândia e Argentina somam 1 ponto cada. Na última rodada, os argentinos enfrentam a Nigéria, em confronto direto na disputa por uma vaga às oitavas de final. Messi e sua turma jogarão para vencer a seleção africana e ainda torcerão para a Islândia não bater a Croácia. E, assim, chegam às oitavas.

Já os nigerianos se classificam com um empate contra os hermanos, graças ao saldo de gols. Hoje, o saldo dos nigerianos é zero, com vitória sobre a Islândia por 2 x 0 e derrota para a Croácia pelo mesmo placar. A Argentina tem saldo de -3: empate com a Islândia por 1 x 1 e derrota para a Croácia por 3 x 0.

Os croatas já estão classificados. Quanto aos vikings, dependem de uma vitória sobre os croatas e um empate no jogo Argentina x Nigéria. Se essa combinação de resultados ocorrer, ainda terão que descontar o saldo de gols.

Ou seja, a Argentina comemora a vitória da Nigéria. Um resultado que começou a ser desenhado logo no início da etapa final, aos 4 minutos, quando o nigeriano Musa tirou o zero do placar. Em um rápido contra-ataque, dominou a bola, tirou a marcação e fuzilou o goleiro islandês. 1 x 0 para a Nigéria, que, momentaneamente, assume a vice-liderança do grupo.

Os africanos passaram a dominar o jogo e fizeram 2 x 0 com o próprio Musa, em jogada individual, após driblar zagueiro e goleiro. Os islandeses ainda perderam um pênalti, marcado com o auxílio do árbitro de vídeo (VAR).

Enquanto isso, a seleção argentina, em grave crise envolvendo jogadores, o técnico Jorge Sampaoli e até o treinador Simeone, torceu por uma vitória da Nigéria, para manter mais vivas suas chances de avançar às oitavas.

Por isso, os nigerianos buscaram imprimir um ritmo forte desde o início do jogo, diante de adversários nascidos e criados em um país em que a temperatura média anual é de 11ºC. Outra vantagem é a jovialidade do elenco nigeriano, o mais novo entre as 32 seleções da Copa do Mundo, com média de 25,4 anos dos jogadores – o goleiro titular, Francis Uzoho, por exemplo, tem só 19.

A Nigéria carrega na bagagem a participação em cinco Mundiais anteriores. Alcançou as oitavas de final três vezes: em 1994, 1998 e 2014. Caiu na primeira fase em 2002 e 2010.

Mas essa experiência dos africanos não tem influenciado o desempenho da equipe. Nos últimos 13 jogos em Copa – contando a estreia na Rússia –, conquistaram apenas uma vitória: 1 x 0 contra a Bósnia-Herzegovina, em 21 de junho de 2014, em Cuiabá, durante a fase de grupos do Mundial do Brasil. Fora isso, nove derrotas e três empates.

A Islândia, por sua vez, tem também a sua tarimba no futebol. A média de idade dos atletas é de 28,1 anos, a nona maior entre os 32 times do torneio. A maioria tem rodagem internacional, sendo apenas dois dos 23 convocados jogadores no futebol islandês. Porém, é debutante em Copa do Mundo.

Inexperiência
A falta de experiência não pesou na estreia contra a temida Argentina. O empate por 1 x 1 foi considerado vitória. O objetivo dos islandeses na Rússia é continuar a escrever a sua história na competição – e, quem sabe, escrever a primeira vitória em Mundiais sobre a Nigéria, nesta sexta-feira (22/6), ou se qualificar às oitavas de final logo na primeira participação no torneio.

Na primeira disputa islandesa de Eurocopa, em 2016, surpreenderam ao chegar às quartas de final. O país de 335 mil habitantes, o menor a ter disputado um Mundial, encantou o Velho Continente e despertou o interesse do planeta bola. Futebol vistoso dentro do campo e uma torcida fanática fora dele.

 

Ficha técnica

Nigéria x Islândia

Nigéria
Francis Uzoho; Abdullahi Shehu, William Troost-Ekong, Leon Balogun e Brian Idowu; Wilfred Ndidi, John Obi Mikel e Oghenekaro Etebo; Victor Moses, Odion Ighalo e Alex Iwobi
Técnico: Gernot Rohr

Islândia
Hannes Halldorsson; Birkir Saevarsson, Kari Arnason, Ragnar Sigurdsson e Hordor Magnusson; Emil Hallfredsson e Aron Gunnarsson; Gylfi Sigurdsson, Birkir Bjarnason e Rurik Gislason; Alfred Finnbogason
Técnico: Heimir Hallgrímsson

Árbitro: Matthew Conger (Nova Zelândia)

Local: Arena Volgogrado, em Volgogrado (Rússia)

Renda e público: Não divulgados

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