Grupo LGBTQIA+ aciona CBF na Justiça por falta da camisa 24 na Seleção

"O posicionamento de clubes e confederações de futebol é primordial no combate à homofobia", afirma o Grupo Arco Íris de Cidadania

atualizado 28/06/2021 16:38

Gabigol e NeymarBuda Mendes/Getty Images

O Grupo Arco Íris de Cidadania entrou com uma ação judicial contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) questionando a ausência da camisa 24 na numeração da Seleção Brasileira.

A “ação de justificação com pedido de explicações” foi entregue nesse domingo (27/6), na 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. “O posicionamento de clubes e confederações de futebol é primordial no combate à homofobia, visto que desmotiva quem acha que o futebol é um espaço de intolerância onde se pode discriminar livremente. Assim, é inadmissível o retrocesso”, consta o documento.

“A CBF tem papel preponderante neste debate. É dela a responsabilidade de mudar esta cultura dentro do futebol. Quando a CBF se exime de participar, a torcida entende que é permitido, que é aceitável, e o posicionamento faz com que, aos poucos, esta cultura mude.”

O grupo ainda incluiu imagens de jogadores de outras seleções sul-americana que vestem a camisa 24 para exemplificar. Eles questionam os seguintes pontos:

  • A não inclusão do número 24 no uniforme oficial nas competições constitui uma política deliberada da interpelada?
  • Em caso negativo, qual o motivo da não inclusão do número 24 no uniforme oficial da interpelada?
  • Qual o departamento dentro da interpelada, que é responsável pela deliberação dos números no uniforme oficial da Seleção?
  • Quais as pessoas e funcionários da interpelada, que integram este departamento que delibera sobre a definição de números no uniforme oficial?
  • Existe alguma orientação da Fifa ou da Conmebol sobre o registro de jogadores com o número 24 na camisa?

Na última sexta-feira (25/6), o Uol publicou matéria sobre a ausência da numeração na Seleção Brasileira e chegou a buscar a entidade para um posicionamento. A CBF não respondeu.

Já nesta segunda-feira (28/6), Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, a entidade fez um post afirmando que “o futebol brasileiro não tem espaço para preconceito! A CBF apoia a luta contra a homofobia e a transfobia.”

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