Flamengo sobre ação do Vasco para uso do Maracanã: “Tese de botequim”

Após Vasco entrar com ação para poder usar o Maracanã no fim de semana, a defesa do Flamengo se manifestou contra a liberação do estádio

atualizado 27/06/2022 15:56

Alexandre Loureiro/Getty Images

Depois de o Vasco acionar a Justiça contra o Flamengo por não liberar o estádio do Maracanã para jogo contra o Sport no próximo domingo (3/7), válido pela Série B, a defesa do Rubro-Negro carioca apresentou a defesa na ação movida pelo Cruzmaltino.

Em trecho da defesa obtido pelo GE, a defesa do Flamengo diz que o argumento usado pelo Vasco para usar o Maracanã é baseado em “tese botequim”.

“O que se tem é uma tese, baseada em lógica de discussão de torcedor, que comumente ocorrem nos botequins da cidade. À evidência, não pode o Flamengo basear suas decisões, dentro do âmbito da discricionariedade de uma administração profissional, em lógica de conversa de botequim”.

Ainda de acordo com o documento apresentado, o Clube da Gávea afirma que o interesse do Gigante da Colina é apenas arrecadar mais, desconsiderando a preservação do gramado com a sequência de jogos num intervalo curto. Um dia antes do data em que o Vasco pretende jogar, ocorrerá o duelo entre Fluminense x Corinthians.

“Não haveria qualquer problema em se pretender ganhar mais, desde que a maximização dos lucros não prejudique a preservação do gramado do Estádio do Maracanã e, assim, não coloque em risco a saúde dos jogadores de futebol e afete a qualidade do espetáculo futebolístico oferecido ao público”.

Outro lado

Já o Vasco alega que os últimos jogos têm sido de grande apelo, fazendo com que os ingressos se esgoelem rapidamente, já que São Januário tem uma capacidade de público menor que a do maracanã. No entendimento do clube, a proibição fere a isonomia prevista no contrato de concessão de estádio.

O Governo do Rio de Janeiro, por sua vez, notificou o Flamengo (permissionário) e o Fluminense (interveniente anuente) por não permitirem que o Vasco possa jogar no Maracanã. No ofício, é solicitado que se reconsidere  a decisão do Consórcio sob pena de sanções aos clubes.

Ainda de acordo com o documento, a cláusula 19ª do Termo de Permissão Onerosa de Bem Público do Complexo do permite que as punições podem ser de multas e, em última instância, até mesmo o cancelamento do termo de permissão.

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