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A Fifa orientou a transmissão de TV na Copa do Mundo da Rússia a não denegrir a imagem de mulheres, com focos que possam sugerir uma erotização das arquibancadas. O motivo é a repercussão de escândalos de assédio sexual e do comportamento de torcedores, inclusive brasileiros. Segundo a entidade Fare, parceira da Fifa, pelo menos 30 casos de assédio contra mulheres foram registrados por torcedores, além de quinze jornalistas.

A entidade confirmou que houve uma decisão em relação à forma de mostrar imagens de torcedores. Mas não que isso signifique evitar “mulheres bonitas”. “A Fifa emitiu um guia para o direito de partidas da emissão de televisão em relação a uma série de áreas relacionadas com a cobertura, inclusive o ambiente dos estádios e de torcedores”, afirmou a entidade, em um comunicado.

“Preferimos que a cobertura evite focos exagerados e prolongados que possam levar à sugestão de conotações sexuais ou uma tendência de gênero”, completou a entidade.

LGBT
Também em evento fechado organizado nesta sexta-feira (15/7), na sede do Instituto Goethe de Moscou, a Federação Esportiva LGBT Russa recebeu o apoio da Fifa por ajudar a promover uma Copa do Mundo mais inclusiva. Havia o temor de o Mundial sediado na Rússia ficar marcado por atos de intolerância contra a população LGBT, uma vez que o país é acusado de negligenciar conflitos relacionados à pauta.

“Agradecemos a todas as partes envolvidas na organização do Mundial na Rússia que apoiaram a criação de um ambiente seguro à comunidade LGBT internacional durante a Copa do Mundo”, afirmou o diretor de Sustentabilidade e Diversidade da Fifa, Federico Addiechi.

O evento também contou com as presenças do primeiro árbitro homossexual assumido do futebol inglês, Ryan Atkin, a primeira mulher transgênero a trabalhar na comissão técnica de um clube da primeira divisão do Campeonato Inglês, Sophie Cook, e a primeira mulher membro do Hall da Fama do futebol canadense, Carrie Serwetnyk. (Com informações da Agência Estado)