Copa América: paredão do Brasil pode decidir a final contra o Peru

Sem levar gol até aqui, Seleção Brasileira aposta na solidez defensiva para erguer o troféu. Média de idade do setor preocupa para o futuro

Pedro Martins/MoWA PressPedro Martins/MoWA Press

atualizado 07/07/2019 16:06

A Seleção Brasileira precisa de uma vitória sobre o Peru neste domingo (07/07/2019), a partir das 17h, no Maracanã, para conquistar a Copa América 2019. Um bom caminho para confirmar o favoritismo destacado diante dos peruanos é fazer uso do “título” que já conquistou nesta competição: o de ter uma das defesas mais sólidas do mundo.

Sem levar nenhum gol após cinco partidas disputadas, o Brasil tem o setor defensivo menos vazado da competição e pode fazer história se usar isso contra o Peru – nunca antes um time foi campeão da Copa América sem ter a rede furada. Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luis (Alex Sandro) formam uma linha perfeita até aqui.

“A gente está trabalhando para isso. Creio que competições rápidas assim, de mata-mata, a gente sabe o quanto é importante não levar gols. Isso é um fator que dá confiança para o time. Não ter levado gols nessa competição, apesar de uns momentos difíceis, é importante”, reconhece o zagueiro Marquinhos, um dos responsáveis pelo paredão brasileiro.

Na decisão diante do Peru, a principal dor de cabeça para quem joga atrás será o atacante Paolo Guerrero. O camisa 9 tem se apresentado muito bem na Copa América e já balançou a rede adversária em duas oportunidades.

O ponto a favor da Seleção Brasileira é que no primeiro encontro entre os times — 5 x 0 na fase de grupos –, o capitão peruano pouco fez e ainda foi substituído no início do 2º tempo. Essa credencial, porém, não ilude Marquinhos. “(Guerrero) É um jogador que merece uma atenção especial pela qualidade e tudo aquilo que já demonstrou. Eu o conheço bem, treinei com ele algum tempo no Corinthians, já enfrentei algumas vezes com a Seleção também. É um jogador de extrema qualidade e que a gente tem que ter total cuidado durante todo o tempo de jogo porque, no mínimo detalhe que a gente falhar, ele pode resolver uma partida.”

Outro jogador para os comandados de Tite ficarem atentos é Edison Flores, um dos artilheiros da competição com dois gols. O jogador tenta se recuperar de dores no tornozelo direito e foi submetido a exames na última quinta-feira. Flores precisou ser substituído durante a vitória por 3 x 0 sobre o Chile, na última quarta, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, pela semifinal da Copa América.

Preocupação com o futuro
Ao mesmo passo em que dá orgulho, a defesa atual também preocupa o torcedor brasileiro. Afinal, esse ferrolho terá fôlego suficiente para chegar até a Copa do Mundo 2022 na mesma forma?

Entre os cinco destaques, somente dois estão abaixo da casa dos 30 anos. O paredão Alisson e o firme Marquinhos têm 26 e 25, respectivamente, e seguramente estarão aptos ao Mundial do Catar. Daniel Alves (36), Thiago Silva (34) e Filipe Luis (33) podem ter sido trunfos nesta Copa América, mas também simbolizam um possível atraso de planejamento.

Só o tempo dirá se Tite pretende seguir com esse “grupo perfeito” da Copa América até o Mundial do Catar, mas o zagueiro Marquinhos acredita que o mais importante já foi construído: a filosofia de jogo. “Os nomes e a nossa filosofia de jogo é o que vem influenciando a gente a ter uma boa defesa. Independente dos nomes que estão ali, a gente tem a filosofia. A qualidade dos jogadores conta muito, mas o contexto todo da filosofia do time acaba levando a esse objetivo que a gente tem de não levar gols.”

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