Bola de Prata: Gerson e Arão cobram ações contra o racismo

Para o volante, os jogadores poderiam ser mais engajados na causa contra o racismo, assim como as punições deveriam ser mais fortes

Alexandre Vidal/FlamengoAlexandre Vidal/Flamengo

atualizado 09/12/2019 20:29

Jogadores premiados como os melhores da posição na 50ª edição do Prêmio Bola de Prata, os volantes William Arão e Gerson aproveitaram a ocasião nobre nesta segunda-feira (09/12/2019) para cobrar postura mais firme das autoridades em relação ao racismo.

No Campeonato Brasileiro deste ano, um ato ficou marcado durante o clássico mineiro entre Cruzeiro e Atlético-MG, na 32ª rodada, quando um torcedor atleticano ofendeu um segurança: “Olha a sua cor”, afirmou.

Para William Arão, os jogadores poderiam ser mais engajados na causa contra o racismo, assim como as punições deveriam ser mais fortes.

“Concordo que falta (posicionamento dos jogadores), falta também das autoridades. Quando a gente começar a tomar medidas drásticas, as coisas vão melhorar. A torcida que fizer isso o clube paga, perde ponto, perde o campeonato todo sem torcida. Não só no Brasil, mas no mundo todo. Não é possível que hoje eu em dia a cor da pele interfira em algumas coisas e seja motivo de discriminação”, cobra Arão.

Ex-jogador da Roma, Gerson admitiu ter sofrido com o racismo em diversos jogos e também cobrou atitude contra o crime.

“É uma coisa difícil, lamentável. Em pleno século 21 a gente vivendo essas coisas. Somos todos iguais, mas fazer o quê? Tem gente ainda que tem esse pensamento, mas é continuar se unindo, todos nós negros e aqueles brancos que estão junto com a gente. Isso não me abala”.

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