Boca pede suspensão da final da Libertadores: “Condições de igualdade”

Jogo, que ocorreria no sábado (24), foi adiado por episódios de violência com torcida do River Plate

Natasha Pisarenko/Estadão ConteúdoNatasha Pisarenko/Estadão Conteúdo

atualizado 25/11/2018 14:44

O Boca Juniors formalizou, no início da tarde deste domingo (25/11), um pedido à Conmebol para que a final da Libertadores seja suspensa. Um dia após ser alvo da violência da torcida do River Plate nos arredores do Monumental de Núñez, o clube considerou que não haverá “condições de igualdade” se a partida for realizada neste domingo, como determinou a entidade continental.

“O Boca Juniors realizou neste domingo uma apresentação formal diante da Conmebol para solicitar que a final da Libertadores possa ser disputada em condições de igualdade, tal como acordaram os presidentes da entidade sul-americana, do Boca e do River, na ata que firmaram no sábado, no Monumental”, divulgou o clube em comunicado.

O Boca considera que chega para a partida em condição inferior à do adversário. Não bastasse o trauma sofrido pelos ataques de sábado, o time provavelmente não contaria, por exemplo, com seu volante e capitão Pablo Pérez, que sofreu uma lesão no olho por causa do apedrejamento.

Além da suspensão da partida, o Boca também requisitou que o River seja punido de acordo com o artigo 18 do Regulamento Disciplinar da Conmebol, que prevê de multas e advertências até o fechamento do estádio e a desqualificação do clube.

“Pelos acontecimentos nas imediações do estádio, após constatar a magnitude e gravidade dos mesmos e as consequências que geraram no elenco, o Boca considera que estas condições de igualdade não estão dadas e solicita a suspensão da partida, assim como as aplicações previstas no artigo 18, para que a Conmebol atue em consequência”, apontou.

No sábado, o ônibus que levava o Boca foi apedrejado nas cercanias do estádio, o que provocou lesões na região dos olhos de dois jogadores: Pablo Pérez e Gonzalo Lamardo. Além disso, outros atletas passaram mal, pois um artefato contendo gás pimenta também foi atirado no veículo.

Diante deste cenário, um longo impasse gerou o clima de incerteza visto por horas no sábado. O horário do jogo chegou a ser adiado em duas oportunidades. Somente quando as diretorias de River e Boca entraram em acordo e comunicaram o desejo do adiamento da data da partida, a Conmebol estabeleceu que ela fosse disputada neste domingo, às 18 horas (de Brasília).

Após interdição, estádio é liberado
Horas depois da interdição do Monumental de Núñez, a Agência de Controle do Governo da Cidade de Buenos Aires definiu a liberação do estádio para receber a grande decisão da Libertadores. Em declaração publicada pelo Diário Olé, Ricardo Pedace, membro do órgão municipal, explicou: “A interdição foi encerrada porque todos os elementos de segurança estão presentes”.

Logo após a confusão ocorrida no sábado, o Monumental de Núñez foi interditado. Para liberá-lo, o River precisaria se comprometer a pagar uma multa, de valor não revelado, e garantir a aplicação de algumas medidas de segurança.

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