Fabi Alvim e Alison "Mamute" entram para o Hall da Fama do vôlei
Em cerimônia realizado em Holyoke, nos Estados Unidos, os atletas brasileiros foram homenageados e entraram para o Hall da Fama

Fabi Alvim, ex-líbero da Seleção Brasileira, e Alison “Mamute”, campeão olímpico no vôlei de praia, entraram para o Hall da Fama do Vôlei. Os atletas brasileiros foram homenageados durante um evento realizado em Holyoke, Massachusetts, nos Estados Unidos. Ary Graça, ex-presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), também foi homenageado na cerimônia.
O trio recebeu um anel e uma foto que simbolizam a inclusão no Hall da Fama, a maior honraria da modalidade. Em seu discurso, Fabi relembrou a infância e o início da carreira no esporte.
“Naquela época, uma menina que escolhia brincar com bola no meio dos meninos causava estranheza. A minha trajetória era, por si só, improvável. O lugar de onde vim, as barreiras que enfrentei pela ausência de padrões a seguir no vôlei, tudo parecia dizer não. Mas, de alguma forma, o improvável virou meu combustíve”, declarou.
Na sequência, ela comentou sobre o que significa ser líbero no vôlei. Segundo Fabi, é “aprender na pele o verdadeiro significado do altruísmo” e compreender o valor de servir.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Em um esporte que vive e respira a contagem de pontos, passei 20 anos sem fazer nenhum e nunca, nem por um segundo, me senti menos importante por isso. Muito do que sou hoje como mãe e como mulher vem dessa vivência. O mundo seria um lugar incrivelmente melhor se todos olhassem a vida sob a perspectiva de servir ao próximo”, completou.
Por fim, a ex-jogadora afirmou que estar no Hall da Fama é motivo de orgulho e honra. “Olhar para o lado e ver que agora faço parte do mesmo time dos maiores ídolos da minha vida é algo que jamais imaginei. Sendo muito honesta, eu não tinha nem essa pretensão”, concluiu.
Alison “Mamute” Cerutti foi campeão olímpico nos Jogos do Rio 2016 e conquistou a medalha de prata em Londres 2012. Em seu discurso, ele afirmou que é difícil compreender o “tamanho de tudo isso” e comparou a homenagem a “zerar um jogo”.
“É motivo de muito orgulho estar aqui para receber esta homenagem e pensar que, a partir de hoje, estarei junto de tantos grandes nomes, de tantos brasileiros, que brilharam nas areias e nas quadras”, disse.
Ele ainda relembrou momentos da carreira. “Daqui, penso o tamanho da minha caminhada, lembro de tudo que vivi, de tudo que passei e de quanto precisei batalhar para alcançar meus sonhos, os meus objetivos – discursou o jogador, que ficou conhecido pela eficiência no bloqueio”, encerrou.
Na sede do Hall da Fama, o ex-jogador deixou o boné, os óculos e a camisa que usou em Copacabana nos Jogos do Rio 2016. Na ocasião, ele e Bruno Schmidt venceram os italianos Daniele Lupo e Paolo Nicolai por 2 sets a 0.
