Esporte na avenida: veja músicas de Carnaval que agitam arquibancadas
De Sapucaí a Barcelona, marchinhas de Carnaval e sambas-enredo são adaptados e inspiram torcidas no Brasil e no mundo
atualizado
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É Carnaval no Brasil! Um dos mais tradicionais movimentos culturais movimenta e transforma diversas capitais em festas. Em meio às comemorações, o Brasileirão pausa e os estaduais seguem a todo vapor. Além das escolas de samba que carregam o nome de torcidas organizadas nos desfiles, é tradição clubes e torcedores adaptarem marchinhas e sambas-enredo para cantar na arquibancada.
Confira abaixo relação das paródias mais famosas:
Explode Coração (Tuninho do Salgueiro)
O samba-enredo campeão do Carnaval de 1933 tornou-se uma das principais músicas nas arquibancadas do país. De forma adaptada, torcidas como as de Cruzeiro, Bahia, Athletico-PR, entre outras, adotaram o trecho em seus repertórios.
Vou Festejar (Beth Carvalho)
A madrinha do samba, Beth Carvalho, deu vida à canção Vou Festejar em 1978. Composta por Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias, a música que fala sobre traição ganhou espaço entre torcidas que entoam trechos em provocação ao adversário ao final do jogo em caso de vitória.
Beth é torcedora declarada do Botafogo, mas a música ganhou força também com o Atlético-MG. Em 2006, quando o Galo retornou da segunda divisão, a cantora foi convidada pelo clube mineiro para se apresentar na festa do título. Registros mostram Beth chegando ao antigo Mineirão de helicóptero, vestindo a camisa da equipe e declarando amor à torcida.
Esta chegando a hora Henricão (Zeca Pagodinho)
A clássica marchinha de Carnaval também virou canto de arquibancadas. A música que fala sobre luto e a dor de perder alguém tornou-se hino de torcidas no Brasil. Nos estádios, os torcedores costumam cantar quando o jogo está no final.
Zeca Pagodinho regravou a canção em 2014. Coincidentemente, o músico é torcedor do Botafogo, clube que adaptou o samba para comemorar os gols de Tiquinho Soares em 2024.
Festa para um Rei Negro (Acadêmicos da Salgueiro)
O samba-enredo da Acadêmicos do Salgueiro, campeã do Carnaval de 1971, tem em seu refrão o trecho: “Olê, lê, olá, lá, pega no ganzê, pega no ganzá”. Essa parte da música é replicada por várias torcidas no Brasil.
Fora do país, o samba também virou cântico da torcida do Barcelona. Os Culés cantam: “Ole le ola la ser del Barça es lo millor que hi ha”
Canto da Cidade (Daniela Mercury)
A canção de 1992, cantada por Daniela Mercury, celebra a identidade e a negritude de Salvador. Diferentemente das outras vertentes, Canto da Cidade é um axé que caiu nas graças do público carnavalesco e também de algumas torcidas.
A epopeia da Tijuca
De Gama a Vasco, a Epopeia da Tijuca foi o enredo do Unidos da Tijuca para o Carnaval de 1998. A escola aproveitou uma coincidência de datas e decidiu homenagear o Gigante da Colina. Naquele ano, celebravam-se os 500 anos da viagem do navegador Vasco da Gama às Índias e o centenário do time carioca.
A torcida vascaína abraçou o samba-enredo e levou a música para as arquibancadas. Mesmo depois de quase três décadas, os torcedores seguem com o canto no repertório.
Festa profana
O samba-enredo da União da Ilha foi produzido para o Carnaval carioca de 1989. A música celebra a folia e a sensualidade. Um dos trechos mais marcantes é quando a canção fala em tomar um “porre de felicidade”.
Quem trouxe o samba do desfile para a arquibancada foi o Flamengo. A torcida rubro-negra costuma fazer a tradicional sequência de sambas antes de entrar no Maracanã.
