Endrick sobre Copa do Mundo: “Tem que ser um filme com final feliz”
Após seis meses no Lyon, da França, Endrick foi convocado por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026
atualizado
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Quando Carlo Ancelotti sentou-se à mesa para anunciar os 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026, dois atacantes viviam grande expectativa. Neymar, do Santos, e Endrick, do Lyon. O atacante de 19 anos buscou novos ares em janeiro de 2026 e alterou o status de reserva do Real Madrid para estrela do time francês e um dos principais jogadores da Ligue 1.
Em evidência por conta da habilidade e chancelado por bons números, o cria do Distrito Federal foi convocado para disputar a primeira Copa do Mundo na carreira. Ao Metrópoles, ele abriu o jogo sobre a expectativa de disputar o maior torneio do mundo do futebol.
“Só penso na missão. Na obrigação. No que temos que fazer. Não temos que esperar nada. Temos que buscar. Não vamos para lá ver um filme. Temos que ir para fazer um filme, e tem que ser um filme com final feliz”, disse.
Endrick explicou que a sequência de jogos era uma das coisas que ele tinha que fazer para ser convocado. Entretanto, outro ponto foi essencial para estar na lista de Ancelotti. “Jogar bem, com força, concentrado, para aproveitar cada minuto. Milhares de jogadores brasileiros jogaram muitos jogos, mas só vinte e seis foram chamados”, declarou.
O atacante acrescentou que deu o máximo para ser convocado. “Sonho, a gente busca, não espera acontecer”.
Endrick
Queidinho da torcida brasileira
O atacante do Lyon, que voltará ao Real Madrid na próxima temporada, era um dos nomes mais pedidos pela torcida brasileira. Ele esteve nos amistosos contra França e Croácia e correspondeu. Contra os algozes de 2022, disputou 14 minutos, o suficiente para dar uma assistência e sofrer um pênalti. Foi um dos nomes da vitória por 3 x 1.
“Ver pessoas que desejam o seu bem, mas principalmente, tanta gente que confia em você. Que acha que você vai as defender. Representar elas. É uma responsabilidade grande”, disse ele, expressando o orgulho por ser um dos queridinhos da torcida brasileira.
Endrick sabe que não será fácil conquistar a titularidade da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. A competição pela camisa 9 será ferrenha, já que ele disputa com Igor Thiago, vice-artilheiro da Premier League, Matheus Cunha, do Manchester United, entre outros.
“Todos os convocados vão trabalhar para ser titular. E é assim que tem que ser. Se todos derem o máximo para isso, vamos ter todos melhores, e um grupo mais forte”, declarou.
Entretanto, mesmo que não seja titular, ele sabe que o resultado de uma partida depende de muitos fatores e que o mais importante é o grupo e o placar após o fim do oitavo jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
“São oito jogos para conquistar o título, com cinco substituições em cada um. Um jogo pode ser decidido com um gol, com uma expulsão no início, mas pode ser decidido nos minutos finais por alguém que entrou já no acréscimo. Todos tem que estar tranquilos, e bem, no tempo que cada um tiver. O título é sempre do grupo. Todos recebem a mesma medalha, todos levantam o troféu, porque ninguém é mais ou menos campeão”.











