Em Brasília, Rafaela Silva se cala sobre doping, mas leva prata

Na capital para o Grand Prix com clube, campeã olímpica em 2016 não comenta flagrante, mas ressalta importância para o Instituto Reação

atualizado 23/09/2019 16:11

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Pinheiros (SP) foi o campeão do Grand Prix Nacional de Judô ao bater o Instituto Reação (RJ) por 4 x 1 na decisão, mas logo após a premiação os olhos eram de uma só judoca: Rafaela Silva. A atleta, que atravessa momento delicado após a divulgação do flagrante em exame antidoping foi bastante tietada por torcedores, tirou fotos e abriu sorrisos, mas o assunto doping se tornou um tabu. Agora, a carioca de 27 anos só falará sobre o caso por meio de seus advogados.

Flagrada com a substância fenoterol, encontrada em medicamentos para tratamento de asma, a judoca ainda não foi julgada, mas, em caso de punição, pode pegar até dois anos de suspensão, o que a impediria de defender o título olímpico em Tóquio, no ano que vem.

“Para mim é sempre uma alegria muito grande ter a oportunidade de representar o meu clube (Instituto Reação). Eu sei da importância que eu tenho para ele. Então é isso, eu foquei, me preparei, e vamos seguir porque ainda tenho muito trabalho para fazer”, disse.

Enquanto esteve perto dos companheiros, a judoca esbanjou alegria, distribuiu sorrisos e se mostrou tranquila, mas durante as entrevistas, manteve o semblante sério.

Aquecimento para o Grand Slam
Além de Rafaela Silva, outros nomes importantes do judô brasileiro passaram por Brasília para a disputa do Grand Prix Nacional. Atletas como Maria Portela e Maria Suelen Altheman marcaram presença em uma competição que serviu como teste para o Grand Slam, que também será disputado na capital federal, entre os dias 6 e 8 de outubro.

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Para Maria Portela, que ajudou a Sogipa a terminar o Grand Prix com a medalha de bronze, a passagem por Brasília a pouco menos de duas semanas para o Grand Slam serve como uma aclimatação para a competição internacional.

“Serviu como preparação, para sentir o clima, que é mais seco. Foi bastante difícil essa questão, então foi uma prévia pra daqui a duas semanas. Lutar em casa é sempre especial. A gente tem motivação a mais, a oportunidade de trazer a família. É o nosso clima, a nossa alimentação, nosso fuso-horário. Minha expectativa é que eu possa render o máximo, que eu possa estar no pódio, quiçá buscar a medalha de ouro”, sentenciou.

Maria Suelen Altheman ajudou o Pinheiros a conquistar o título do Grand Prix em Brasília e também estará entre as judocas brasileiras no Grand Slam, que será disputado no Centro Internacional de Convenções de Brasília, no Lago Sul.

“A minha expectativa é poder representar bem o meu país, em um Grand Slam dentro do meu país. Acho que todos os atletas estão muito bem preparados e vão fazer o possível e o impossível para sair daqui com a medalha”, garantiu.

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