Duas vezes medalhista olímpico, Winck relembra histórias da seleção
Treinador do Brasiliense, Luiz Carlos Winck, relembrou suas duas medalhas olímpicas no futebol e as histórias envolvidas nas Olimpíadas
atualizado
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Apenas seis jogadores de futebol brasileiros têm o orgulho de poder mostrar que ganharam duas medalhas olímpicas, e um deles está atualmente no Distrito Federal. O hoje treinador do Brasiliense, Luiz Carlos Winck, já foi considerado um dos melhores laterais direitos do país, e conquistou duas medalhas de prata seguidas.
Ele começou a jogar futebol pelo Internacional-RS, em 1981, com 17 anos de idade. E o sonho olímpico foi realizado logo aos 20 anos, ao participar das Olimpíadas de Los Angeles em 1984 e Seul, em 1988.
“Foi uma realização pessoal poder participar tão cedo de duas Olimpíadas e conseguir duas medalhas de prata. É sempre uma honra representar bem o nosso país”, contou Winck ao Metrópoles.
Convivência Olímpica
Winck também recordou a convivência nas Olimpíadas com atletas de outros países e o intercâmbio cultural que viveu. “Convivemos com pessoas de todo o mundo, aprendi muito em relação as culturas, e também convivi bastante com atletas do nosso país, como o Renan Dal Zotto, que é meu amigo, além de acompanharmos e torcermos pelos companheiros de outras modalidades”, relembrou.
Frustração
A medalha de prata em Seul é muito comemorada, mas uma pequena frustração ainda existe, pois a seleção olímpica tinha um time superior naquela edição. “Nós tínhamos uma seleção muito forte, a briga pelo título era com a Alemanha, e vencemos eles na semifinal. Fomos pra final só pra vencer e receber o ouro, sem problemas, saímos na frente do placar mas tomamos a virada e o sonho do ouro olímpico se foi” recorda.
Zelo com as conquistas
Winck cuida tão bem das suas medalhas olímpicas que as emoldurou e colocou em um dos corredores de sua casa. Ele afirma que valoriza muito a conquista e que tem até mesmo ciúme, e que sempre que olha para elas relembra com carinho sua melhor fase no futebol.
Histórico nas Olimpíadas
Na contagem de disputas olímpicas, Winck é um dos três melhores laterais da história em aproveitamento em jogos. Disputou 11 partidas, venceu oito, perdeu duas, e só tem uma derrota na carreira, justamente a final em 1988. O aproveitamento é de 72,73%.
