De vítima a referência: Kayla Harrison luta por um mundo mais seguro

Kayla Harrison, vítima de assédio sexual quando criança, se tornou bi-campeã olímpica e do UFC. Ela quer ser uma voz para as crianças

atualizado

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Jeff Bottari/Zuffa LLC
Imagem em cores do Metropoles de Kayla Harrison apreensiva na luta do Renato Moicano
1 de 1 Imagem em cores do Metropoles de Kayla Harrison apreensiva na luta do Renato Moicano - Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC

Bicampeã olímpica de judô e campeã da PFL e do UFC, Kayla Harrison construiu uma carreira de conquistas dentro dos tatames e cages. Fora deles, no entanto, a lutadora trava uma batalha ainda mais importante: proteger crianças do abuso sexual – violência que sofreu na juventude e que marcou sua trajetória.

A lutadora concede entrevista exclusiva ao Metrópoles. Assista:

“Cresci em um ambiente com muita dor. Mas aprendi a transformar isso em força. Hoje, luto para que outras meninas não precisem passar pelo que eu passei”, afirma Kayla.

A luta contra o abuso infantil motivou a atleta a fundar a ONG Fearless Foundation e escrever um livro autobiográfico, intitulado Fighting Back. Segundo Kayla, a ideia da fundação surgiu após sua história ganhar visibilidade, especialmente depois do ouro olímpico.

“Depois do ouro, começaram a aparecer convites de todos os lados: eventos, palestras, campanhas… Foi aí que percebi que podia usar minha voz de maneira mais estruturada”, lembra.

A decisão de transformar o trauma em ferramenta de conscientização também a levou à escrita do livro. “Foi difícil reviver tudo, mas era necessário. Eu queria mostrar que é possível superar. E, mais do que isso, ajudar pais, professores, treinadores a reconhecerem sinais. A informação salva-vidas.

A obra narra sua história com abuso na juventude, do ponto de vista da própria Kayla e também de profissionais, oferecendo um guia para reconhecer e prevenir abusos.

“Quero inspirar. Dentro e fora do cage”, afirma Kayla. Ela ressalta que deseja que seu legado vá além das medalhas — sendo uma voz ativa por mulheres e vítimas de abuso.

Kayla adotou dois filhos e destaca que a maternidade também reforçou seu compromisso com o ativismo. “Acho que eles nasceram com seu próprio fogo e força interior, cada um à sua maneira. Eles me dão razão para continuar lutando todos os dias, fora do octógono.”

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