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Esportes

Cristiano Ronaldo volta aos gramados após crise na seleção portuguesa

Cristiano Ronaldo volta a entrar em campo nesta sexta-feira (9/10), às 15h, contra o Diriyah, pelo Campeonato Saudita

09/10/2026 02:00
Marius Nordnes / Nordnes Foto/Getty Images
Cristiano Ronaldo volta aos gramados após crise na seleção portuguesa

Após momentos conturbados nos últimos dias, Cristiano Ronaldo deve voltar a entrar em campo nesta sexta-feira (9/10), pelo Al-Nassr, em duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Saudita. A partida será realizada no Al-Awwal Park, em Riyadh, na Arábia Saudita. O retorno do craque vem após as polêmicas na seleção portuguesa com o treinador Jorge Jesus.

O craque retornou aos treinos nesta segunda-feira (5/10), no CT do Al-Nassr. O treinador da equipe saudita, Ante Postecoglou, falou sobre a volta de CR7 em entrevista coletiva.

“Cristiano retornou ao clube em boas condições físicas e mentais. Isso é o mais importante para nós”, disse.

A respeito do conflito de Cristiano Ronaldo na seleção, Postecoglou não quis comentar.

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“Não gosto que treinadores de clubes comentem o que acontece na seleção, então não vou falar sobre isso”, afirmou.

O conflito com Jorge Jesus

Durante a Data Fifa, CR7 se envolveu em uma crise com Jorge Jesus, treinador da seleção portuguesa. O camisa sete acabou abandonando a concentração da equipe e desfalcou os portugueses nos últimos jogos. Ele chegou a entrar em campo e foi titular na primeira partida contra o País de Gales. No entanto, na segunda partida as discordâncias começaram.

Cristiano Ronaldo começou no banco de reservas na primeira partida contra a Noruega. No segundo tempo, ele foi para o aquecimento, mas não entrou em campo. A situação incomodou o craque porque Jorge Jesus teria o convencido a não se aposentar da seleção. Dessa forma, ele esperava mais minutos em campo. Em seguida, o atacante deixou de treinar com a equipe e posteriormente abandonou a concentração.

No domingo (4/10), Jorge Jesus falou pela primeira vez sobre o ocorrido e abriu as portas para um possível retorno do astro para a seleção.

“Não sei o que vai acontecer. Para mim está tudo em aberto. Tem que decidir a vida dele antes da convocação. Se ele estiver jogando e quiser estar na Seleção, volta quando quiser, porque não? Isto foi um mal-entendido e, na minha opinião, é fácil de resolver. Por mim está tudo bem. Quando é que vai ficar resolvido? Isso não sei, vamos ver, acabou agora este jogo”, disse.

Em seguida, em entrevista coletiva após a partida da seleção portuguesa, ele voltou a falar sobre a situação.

“Como não houve nada de especial em termos da minha autoridade, para mim, na próxima convocação, caso o Cris esteja jogando no Al Nassr, será convocável. Se ele quiser voltar, voltará. Só porque foi ele, criou-se, porque é um símbolo, o problema de aquecer e não entrar. Isso acontece com todos os jogadores. Quantos aqueceram hoje e não entraram? É sempre assim. O Cris é diferente porque é um símbolo, mas, para mim, não foi um problema. O Cris é que vai decidir”, afirmou.

Sobre um pedido de desculpas, o treinador não vê necessidade.

“Não peço desculpas a ninguém. O problema foi o fato de o jogador ter aquecido. Pedir desculpas de quê? A quem? É mentira (que tenha sido acordado um pedido de desculpas). Qual é o tema para pedir desculpas?”, disparou.

Na última terça-feira (6/10), Cristiano Ronaldo voltou a falar sobre o assunto e publicou um comunicado.

“Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí. A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol”, iniciou o português.

Ele explicou que o treinador não cumpriu o acordo feito entre eles. Ao longo do texto, ele também pediu desculpas aos torcedores e companheiros de equipe na seleção.

“Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do Selecionador, como poderá testemunhar quem assistiu a estas conversas, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha”, escreveu.