Corrida de drones movimenta os ares e atrai curiosos em Brasília

Distrito Federal ganhou primeira competição com representantes de seis estados. Equipamentos chegam a atingir 150 km/h

atualizado

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Campeonato de drone
1 de 1 Campeonato de drone - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Pequenos e silenciosos, os drones não passaram despercebidos dos olhares curiosos de quem foi acompanhar a 1ª edição do Campeonato Brasiliense Drone Racer, neste domingo (1º/4). A competição reuniu 18 pilotos de seis estados diferentes, que percorreram obstáculos naturais e outros montados em um circuito na L2 Sul.

A disputa — com R$ 3 mil em premiações — foi dividida nas categorias amador e iniciante, sendo a primeira com percurso mais simples e menos barreiras. Cada largada reunia três pilotos, sentados em uma tenda próximo à saída da pista. Perto deles, o público acompanhava a movimentação de um esporte em desenvolvimento no país.

Visualmente, os dispositivos pouco se parecem com os vendidos no varejo, como o Phantom, Inspire e Mavic. O piloto é responsável pela montagem e manutenção do dispositivo e cada grama a menos conta na hora da corrida. Por isso, eles chegam a pesar entre 250g e 450g. A câmera (que dá a visão aos pilotos no percurso), as hélices e até a bateria são escolhidas com muito critério pelos competidores. Os produtos normalmente são comprados no exterior e os investimentos vão de R$ 600 a R$ 1,5 mil por aparelho.

A paixão pela velocidade faz com que o esporte aproxime e seja um atrativo para quem disputa e assiste. O veículo pode atingir no ar a velocidade de 150km/h. Isso influencia na autonomia da bateria, com duração de até dois minutos. Dessa forma, o percurso é curto e as voltas completadas rapidamente. Quem concluir na frente ganha.

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18 competidores de seis estados diferentes participaram da Capital Racer, em Brasília
Dispositivos alcançam 150km/h em um segundo
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Dispositivos alcançam 150km/h em um segundo

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Polícia Militar usará drones em operações
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Piloto recupera dispositivo após ele cair no chão
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Piloto recupera dispositivo após ele cair no chão

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Obstáculos no percurso de 50m² da Capital Racer
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Obstáculos no percurso de 50m² da Capital Racer

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Competição reuniu curiosos na pista da Associação Brasiliense de Aeromodelismo (Abra)
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Competição reuniu curiosos na pista da Associação Brasiliense de Aeromodelismo (Abra)

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Pilotos, arbitragem e equipe reúnem-se nos bastidores
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Pilotos, arbitragem e equipe reúnem-se nos bastidores

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Cemitério de hélices: equipamento é um dos que mais quebra ou danifica durante  a competição
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Cemitério de hélices: equipamento é um dos que mais quebra ou danifica durante a competição

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Gustavo Pellizzon faz manutenção do dispositivo antes de voltar para a pista
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Gustavo Pellizzon faz manutenção do dispositivo antes de voltar para a pista

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Além da velocidade, a corrida de drones absorve dinâmica e ambientação de outros esportes. Comumente ligado ao skate, o rock é a trilha sonora da oficina, espaço das equipes e árbitros. Entre uma corrida e outra, os pilotos consertam os drones ouvindo o punk rock do Bad Religion e o stoner rock do Queens of the Stone Age. Nada muito alto para não atrapalhar quem está do lado de fora da tenda durante a competição.

Preparação
A corrida não exige esforço físico, mas o lado mental precisa estar em dia. Segundo eles, o controle da ansiedade é o principal adversário.

“É o que acaba atrapalhando mesmo. Evito comidas pesadas, mas o foco maior é com a ansiedade. Tem de tentar ficar calmo”, admite o produtor de vídeo e piloto Gustavo Pellizzon, 36 anos. Há sete meses no esporte e estreante em competições, ele reforça os treinos com um simulador virtual. “Gasto de duas a três horas por dia no computador. Ele simula bem, só a parte da física que muda mesmo”, conta.

Há oito meses, Pablo Taveira mergulhou nesse mundo, ainda embrionário no Brasil. Ele, que há 12 anos trabalha com aeromodelismo, descobriu a nova paixão e admite o mesmo problema de Gustavo. “Acordei às 6h e não consegui dormir mais. É difícil controlar”, relata.

Enquanto no Brasil a modalidade ainda engatinha, sem grandes premiações e um calendário fixo, nos Estados Unidos a organização surpreende. O campeonato é transmitido em canais de televisão – para 75 países – e rende prêmios de até R$ 170 mil. O patrocínio de marcas como Amazon e Swatch  mostram que a Drone Racing League veio para ficar.

Confira os vencedores:

categoria iniciante

1- Marcelo Moreto (MS)
2- Francisco Drumond (DF)
3- Pablo Tavares (GO)

categoria amador

1- Lukas Vougareles (DF)
2- Braulio Lorenzo (GO)
3- Gustavo Pellizzon (SP)

Vocabulário:

FPV: é a sigla em inglês para first person view. Em tradução livre, significa visão em primeira pessoa. O FPV pode vir acompanhado do nome de guerra do piloto. Por exemplo: “Metrópoles FPV”.

Hover: pairar, flutuar o drone.

Trombar: quando os dispositivos se chocam. Motivo para discussão saudável entre os pilotos quando os drones batem entre si durante o voo.

Dive (mergulho): é uma das manobras feitas e o significado é literal mesmo, uma descida com o drone.

Power loop: quando o drone completa um giro no ar.

Gate: é um obstáculo pelo qual o dispositivo atravessa.

Slalow: obstáculo para o drone, geralmente um poste.

Ficar vivo/estar vivo: significa que após um choque, o drone não apagou e se manteve na corrida.

Turtle mode (modo tartaruga): é quando o piloto ativa duas das hélices do drone e as gira ao contrário para revirá-lo quando ele está de cabeça para baixo no chão.

 

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