Conmebol vai investigar caso de racismo contra torcedores do Palmeiras
A entidade abriu processo disciplinar para investigar o caso de racismo no duelo entre Sporting Cristal x Palmeiras

O Palmeiras venceu o Sporting Cristal por 3 x 2 na partida de estreia da Libertadores. O duelo aconteceu nessa quinta-feira (3/4), no Estádio Nacional de Lima, no Peru. Após a derrota, um torcedor peruano foi flagrado fazendo gestos racistas em direção à torcida palmeirense. Após o ocorrido, a Conmebol informou que abrirá um processo disciplinar para investigar o caso.
Em nota, o clube paulista se posicionou sobre o ocorrido e solicitou que medidas fossem tomadas pelo clube e pela entidade.
Veja a nota do Palmeiras na íntegra:
“É desgastante que, semana após semana, tenhamos de nos manifestar em razão de atos racistas praticados em jogos de futebol.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA reincidência deste crime, cometido nesta quinta-feira (3) por um torcedor do Sporting Cristal-PER, que imitou um macaco em direção a palmeirenses presentes no estádio, demonstra novamente que as medidas adotadas até o momento são inadequadas e insuficientes para combater os insistentes episódios de discriminação racial ocorridos nos gramados sul-americanos.
Que o Sporting Cristal, as autoridades de segurança pública do Peru e a Conmebol tomem as devidas providências; do contrário, gestos como aos que assistimos hoje continuarão se repetindo, com a bênção da impunidade.
Quanto ao Palmeiras, seguimos leais ao nosso compromisso de lutar contra toda e qualquer forma de discriminação.
Racismo não é provocação! Racismo é crime!”
A entidade informou que vai abrir um processo disciplinar para investigar os gestos racistas por parte do torcedor peruano nesta sexta-feira (4/4). O artigo 15 do Código Discilpinar da Conmebol implica em multa de pelo menos 100 mil doláres para clubes que tiverem torcedores identificados caso cometam atos racistas.
Em caso de reincidência, o valor pode chegar a 400 mil dólares. Além da multa, o clube pode sofrer sanções como perda de mando de campo e portões fechados.







