Conheça Elianay Barbosa, uma das representantes do DF no Pan-Americano

Natural de Gurupi (TO), a atleta de Sobradinho passou por cirurgia nos dois joelhos e lidou com a gravidez do filho para chegar aos Jogos

Arquivo pessoalArquivo pessoal

atualizado 05/07/2019 19:43

Ao lado de Caio Bonfim, Elianay Santana Barbosa estará no dia 26 de julho em Lima, no Peru, para os Jogos Pan-Americanos. Os dois são os representantes do DF na competição. Nascida em Gurupi (TO), Elianay se considera de Sobradinho de coração e, para chegar onde está hoje, ela passou por recuperação de cirurgia nos dois joelhos e tem uma rotina de treinos puxada, além do horário extra quando chega em casa e encontra a família.

A trajetória da gurupiense começou aos 5 anos, quando ela acompanhava o pai nas corridas. “Ele ia correr 10km, eu entrava na frente na largada, saia na frente dos atletas, bem na frente. Uns 500 metros adiante alguém me tirava da pista com medo dos outros atletas me machucarem. Meu pai falava que eu era o coelho da prova”, conta Elianay.

A introdução nas provas foi na São Silvestrinha, Marotinha e algumas corridas menores em São Paulo. Aos 15 anos, surgiu o primeiro teste de força: quando competia na São Silvestrinha, sentiu muitas dores e precisou sair de ambulância da prova. Após consultar muitos médicos, ouviu que, por sua estrutura corporal, ela não poderia correr.

“Eles falavam que a minha bacia era um pouco torta e não sabiam como que eu corria por causa do meu problema nos meniscos, que eu precisava operar e talvez não voltaria a correr”, lembra Elianay. A atleta conta ainda que insistiu por um tempo. Passou a correr distâncias menores, até que decidiu tentar a marcha atlética e nela encontrou novas esperanças.

“Eu nunca achei a marcha atlética bonita”, confessa. “Mas como eu tinha problema no joelho e a marcha não tem atrito com o solo, porque você não pode perder contato, eu fui fazer um teste. Fiz uma provinha de 5km e já me classifiquei para os Jogos da Juventude de 2001, eu acho, e fiquei em 4º lugar.”

Bateria de superações
Em 2013, Elianay precisou realizar artroscopia nos joelhos e precisou decidir por fazer cirurgia nos dois ao mesmo tempo pois, em um deles, tinha uma incisão. “Foi um processo bem complicado. Eu achei que eu não ia voltar a marchar. Demorou mais tempo que o previsto para eu voltar a andar. O médico disse que, em um mês, eu voltaria aos treinos, mas nesse período eu nem esticava um dos joelhos. Só depois de dois meses consegui esticar”, recorda a atleta.

Dizem que depois da tempestade vem a calmaria, mas no caso de Elianay, “calmaria” significa trabalho duro. Trabalho esse que, quatro meses após a cirurgia, trouxe a ela a participação na Copa Brasil e a 3ª posição a levou para o Sul-Americano de 2014. Dois anos depois, outra grande oportunidade batia na porta: Jogos Olímpicos do Rio. Porém estes, ela não participou por um motivo de força maior. Bem maior.

Elianay tem 18 medalhas de ouro e prata e 11 de bronze, mas ser esposa do Márcio Pereira e mãe do Arthur valem mais do que qualquer conquista e compensa o trabalho do dia a dia. Ela treina por 50 minutos de segunda à quinta-feira à tarde, uma rodagem mais fraca para ter quilometragem, segundo ela, e sábado de manhã, entre 2h30 a 4h, além da academia, massagem e fisioterapia. Ao chegar em casa, não tem descanso.

“Ultimamente, o que divide o atletismo comigo é ser mãe e esposa. A rotina é muito puxada. Eu chego cansada e tenho que dar atenção para o meu filho de 3 anos, que quer brincar. Minha mãe me ajuda e eu não sou de sair. Por ser cristã, eu me envolvo mais com os eventos da igreja e coisas tranquilas com os amigos de lá.”

Foco no Pan
Antes mesmo da divulgação da convocação dos 44 atletas que vão para o Pan, Elianay já sabia que seu nome estaria na lista. “Eu já sabia o critério, tinha feito as contas e sabia que seria convocada. Estava só esperando anunciar mesmo”, relatou.

Caso ela consiga fazer o índice de 4h30 nos 50km, a chance de ter uma medalha pendurada no pescoço e subir no pódio é real. “As duas últimas vezes que eu fiz 50km, fiquei dentro do índice até o quilômetro 35”, conta. “Agora a gente já sabe onde acertar para conseguir fazer todo o percurso dentro do tempo do Mundial.”

Esse é outro objetivo que ela almeja. Os Jogos Pan-Americanos vão até o dia 11 de agosto. O Mundial terá início em 28 de setembro, no Catar, além dos Jogos Olímpicos do ano que vem, em Tóquio. Dois sonhos e uma chance de chegar lá. Quatro horas e meia é o tempo que não sai da cabeça de Elianay. A primeira prova dela será no último dia da competição, às 9h.

Classificação

PosTimePÚltimos
jogos
1Flamengo64
W W W W W
2Palmeiras54
D L W W D
3Santos51
W W D W L
4São Paulo46
W D W L W
5Corinthians44
D D L D L
6Internacional42
D L D W L
7Grêmio41
D W W L L
8Bahia41
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9Athletico-PR39
W D L W D
10Goiás38
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11Vasco37
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12Atlético-MG35
D L L D W
13Botafogo33
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14Fortaleza31
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15Ceará29
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16Fluminense29
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17Cruzeiro28
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18CSA26
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19Chapecoense17
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20Avaí17
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